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Autor: Flávio Verão
24 de Mar de 2010
epois de fechar a MS-262 na manhã de ontem, eles aguardam amplo debate sobre duplicação da rodovia
Interdição formou fila de quase seis quilômetros na MS-262
Com o protesto na manhã de ontem na rodovia MS-262, também conhecida como Guaicurus, acadêmicos e funcionários da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems) e produtores rurais esperam que a classe política promova audiência pública para discutir a duplicação da rodovia. Engenheiros e arquitetos da UFGD criaram o projeto de duplicação que já está em mãos do governador André Puccinelli, que ficou de dar uma resposta. Os manifestantes pedem agilidade.
O protesto formou fila de quase seis quilômetros. Por mais de duas horas, os manifestantes bloquearam o acesso para quem vai a destino do aeroporto municipal, das universidades e dos Distritos de Picadinha e Itahum.
Portando faixas e cartazes, a comunidade universitária ganhou reforço de alguns produtores rurais e parentes das vítimas que morreram ou ficaram gravemente feridas por atropelamento na Guaicurus. Os manifestantes querem pressionar os deputados e o Governo do Estado para apresentar com o máximo de urgência o cronograma de obras da duplicação.
Com a criação da UFGD, em 2005, sendo desvinculada da UFMS, os investimentos na Cidade Universitária cresceram consideravelmente, com implantação de mais dez cursos de graduação, além da ampliação da pós-graduação. Isso praticamente dobrou o número de estudantes na UFGD, deixando o fluxo da rodovia bastante movimentada. Por lá também circulam usuários do aeroporto municipal, militares do Exército e de moradores da zona rural.
Entre os manifestantes de ontem estava a dona de casa Gonçalina da Silva, esposa da última vítima atropelada na rodovia. Na semana passada o marido dela, Florêncio, 70 anos, seguia numa bicicleta pela Guaicurus, quando foi atingido por um veículo Fiat Punto com placas de Cuiabá (MT). Ele sofreu traumatismo craniano encefálico, fratura exposta em uma das pernas e até hoje está internado em estado grave no Hospital da Vida de Dourados.
Várias pessoas já morreram na MS-162. Muitos deles eram indígenas. Parte da rodovia dá acesso à aldeia Bororó, sendo muito utilizado pelos índios que trafegam em carroças ou bicicletas.
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