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Manifestantes protestam na usina hidréletrica de estreito, no sul do Estado

O Estado do Maranhão - imirante.globo.com/oestadoma/
01 de Set de 2010

Centenas de manifestantes realizaram um protesto, ontem, na via de acesso à Usina Hidrelétrica de Estreito, no sul do estado. O grupo é formado por integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), indígenas e trabalhadores sem-terra. Eles reivindicam o pagamento de indenizações a comunidades localizadas ao longo de 12 municípios atingidos pela barragem da hidrelétrica.

Os manifestantes montaram acampamento em uma área próxima à usina, depois de uma caminhada de 100 quilômetros, iniciada em Araguaína, no estado do Tocantins. Policiais militares do Maranhão e do Tocantins fazem a proteção das entradas da usina.

Além do MAB, a marcha também conta com a participação e organização do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), Comissão Pastoral da Terra (CPT), colônias de pescadores, Movimento de Direitos Humanos e o Movimento de Mulheres.

A Usina Hidrelétrica de Estreito é de propriedade do Consórcio Ceste Energia - das empresas Suez, Vale, Alcoa e Camargo Corrêa - que não se manifestou, até o momento, sobre o protesto. O MAB afirma que a obra foi iniciada com irregularidades, que vão desde a concessão da área até a implantação das obras da hidrelétrica, que estão em processo acelerado de construção. Segundo os manifestantes, as negociações não avançam e eles reclamam da falta de clareza sobre os critérios utilizados para definir os valores das indenizações. Dizem que muitas famílias não têm perspectiva de vida, pois não são reconhecidas como atingidas pelas barragens.

Violação - De acordo com um dos coordenadores do MAB, Cirineu da Rocha, o Ceste violou os direitos humanos não reconhecendo várias categorias de trabalhadores como atingidos, entre eles os pescadores, extrativistas, oleiros, barraqueiros e barqueiros. "Queremos discutir a criação de tanques, redes e a estruturação das colônias, ou seja, organizar a produção da pesca. Também será solicitado ao Ceste que as mil famílias atingidas sejam beneficiadas com assentamentos. O Ceste precisa olhar por essas pessoas. Queremos que o Incra esteja presente para organizar a área", declarou Cirineu.

Flávio Gonçalves, também coordenador do Movimento, disse que o objetivo da marcha é chamar atenção dos representantes do Consórcio Estreito Energia (Ceste). "Queremos que eles discutam o assunto e os prejuízos que a usina têm causado às famílias atingidas. Nós estamos aqui para tentar resolver o impasse, mas a empresa se nega a ouvir", afirmou Gonçalves.

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