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29 de Abr de 2014
Por volta das 10 da manhã de segunda-feira, 28, dezenas de índios de várias etnias que habitam em Guajará-Mirim concentram-se em frente ao escritório da coordenação local da Fundação Nacional do Índio (Funai) e fizeram com que os funcionários do órgão deixassem o local de trabalho.
O líder do movimento, professor Milton Oro Nao, que mora na localidade de Capoeirinha, no rio Pacaás Novos, explicou que o movimento é pacífico e visa a substituição do atual coordenador a quem acusam de omisso com as causas indígenas. Além disso, eles reivindicam mais atenção nas áreas de saúde e educação e assistência às famílias atingidas pelas cheias que, segundo ele, estão abandonadas e entregues à própria sorte.
Milton afirmou ainda que deverão chegar mais índios das áreas ribeirinhas e terrestre para engrossar o movimento reivindicatório. "Não tem prazo para eles abandonarem o local e que só o farão quando a presidência da Funai, em Brasília, anunciar a demissão do atual coordenador e medidas para atendê-los. Quanto a um novo nome para substituir o atual coordenador, as lideranças se reunirão para definir esse novo nome", completou.
O líder indígena disse que seu povo quer mais médicos, medicamentos, cestas básicas para atender os atingidos pelas enchentes e também a implantação de um Distrito Indígena em Guajará-Mirim, que hoje funciona em Porto Velho e que a demanda populacional indígena é quase toda em Guajará-Mirim.
Presente à manifestação estava também o vereador Arão, eleito pelos povos indígenas, que hipotecou apoio e solidariedade ao seu povo. Ainda durante a manifestação, chegou ao local o Delegado da Polícia Federal em Guajará-Mirim acompanhado de um Agente para manter conversação com os índios que ocupavam o local. Até o fechamento desta matéria não se tinha informações do resultado da conversação.
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