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Mancha de oleo chega as praias

OESP, Vida, p.A15
05 de Set de 2005

Mancha de óleo chega às praias
Vazamento foi causado por acidente com navio ancorado, que derramou 1.200 litros na Baía de Guanabara, no Rio
Alessandra Saraiva
RIO - O óleo que vazou na Baía de Guanabara durante a madrugada de sábado chegou a mar aberto e atingiu várias praias de Niterói. Ontem, as manchas chegaram às praias de Adão e Eva, Rio Branco, Imbuí, Prainha, e Piratininga.
Segundo a Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema), a praia mais afetada é a de Icaraí, na zona sul de Niterói, e a região costeira das praias de Graoatá, Boa Viagem e Flechas, inicialmente atingidas pelo vazamento. O trabalho de limpeza está em andamento.
A Feema acionou o Plano de Emergência para a Baía de Guanabara para tratar das conseqüências do vazamento. Ontem, a fundação sobrevoou as áreas atingidas e chegou ao cálculo aproximado da quantidade de óleo derramado: 1.200 litros. O vazamento ocorreu depois de acidente com um navio fundeado na área do Estaleiro Enavi, de Niterói.
Hoje, técnicos da Feema sobrevoarão a área novamente. Amanhã deverá ser entregue relatório para análise do Conselho Estadual de Controle Ambiental (Ceca), que pode definir responsabilidades e punições pelo acidente.
O pesquisador na área de petróleo e meio ambiente da Universidade Federal Fluminense (UFF), Eduardo Negri, ficou surpreendido com a extensão da mancha de óleo. "Já tinha visto em mar aberto, porque trabalho com isso, mas nunca vi chegar assim na praia", disse, enquanto passeava pelo calçadão da Praia das Flechas. Para o colega Edgar Lima, também pesquisador da UFF, vai demorar até que o mar se recupere de um acidente como esse.
Ele explicou que, mesmo com a limpeza feita por embarcações, que retiram a parte mais aparente do vazamento, há sempre resíduos que ficam na água. Ontem, subiu de 15 para 18 o número de embarcações que trabalham na contenção do óleo. Segundo a Feema, as barreiras de contenção somam 2.500 metros.
O estaleiro divulgou nota dizendo que não se considera responsável pelo acidente, já que o vazamento aconteceu antes de a embarcação chegar ao cais da companhia. Foi o terceiro vazamento de óleo na Baía de Guanabara este ano.

OESP, 05/09/2005, p. A15

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