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25 de Jun de 2010
O Projeto BR 163: Floresta, Desenvolvimento e Participação, executado pelo Ministério do Meio Ambiente com apoio da FAO e recursos da União Europeia, deve divulgar até o final de julho diversos editais que somam R$ 1 milhão para impulsionar atividades sustentáveis na área de influência da BR 163. O anúncio marcou o encerramento do II Ciclo de Debates Estratégicos para o Desenvolvimento Sustentável de Cadeias Produtivas no Oeste Paraense, na sexta-feira (25/6), em Santarém (PA).
Poderão concorrer entidades da região que atuam em linhas prioritárias definidas pelo Departamento de Zoneamento Territorial do MMA, responsável pela execução do componente 2 (Apoio às iniciativas de produção sustentável) do Projeto BR 163. São elas: o fortalecimento dos sistemas produtivos, a capacitação de agricultores e técnicos e o acesso ao mercado.
"O Projeto reconhece que, para as dimensões da região e suas demandas, os recursos não são suficientes. No entanto, essa iniciativa articulada com outras políticas e programas em curso no Ministério do Meio Ambiente e no Governo Federal poderão fazer uma significativa diferença. Durante o seminário o secretário-executivo do MMA, José Machado, sinalizou disposição em realizar esta articulação", explica o coordenador do projeto BR 163, Pedro Bruzzi Lion.
O coordenador explica que as diretrizes e ações estratégicas desenhadas durante todo o II Ciclo de Debates devem não apenas estimular os espaços regionais de debate e articulação, como também incentivar discussões sobre essa temática em nível municipal, local e comunitário, como as Conferências de Desenvolvimento, o Colegiado de Desenvolvimento Territorial (Codeter), os sindicatos de trabalhadores rurais, os conselhos municipais de desenvolvimento rural sustentável, de educação, de saúde, de alimentação escolar, entre outros.
Babaçu - O extrativista João Nascimento, do município de Itaituba, foi um dos participantes do seminário em Santarém. Ele fez questão de marcar presença para defender o fortalecimento da atividade extrativista do babaçu. "Precisamos aumentar nossa comercialização. Há mercado, mas não temos infraestrutura adequada. Uma das nossas metas é obter a certificação orgânica do produto para agregar valor", argumenta.
De acordo com João, a produção do pó do babaçu é feita artesanalmente, sem máquinas e equipamentos que poderiam impulsionar a produção. Ele vende em média 40 potes de meio quilo por mês pelo valor de 10 reais a unidade. "Essa notícia dos editais nos anima muito. Somos quatro famílias em nossa pequena comunidade e, por isso, qualquer ajuda que chegar será bem-vinda."
O Seminário Final do II Ciclo de Debates durou dois dias e reuniu cerca de 100 pessoas, entre representantes de produtores rurais, assentados, quilombolas, indígenas e populações tradicionais, organizações sociais locais, poder público, universidades, instituições de pesquisa e desenvolvimento e representantes do setor empresarial e comercial.
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