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Mais de 50% dos focos de calor estão na Amazônia

Rádio Agência Nacional - http://radioagencianacional.ebc.com.br
Autor: Graziele Bezerra
10 de Ago de 2015

A Amazônia concentra mais de 50% dos focos de calor registrados no país, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

As altas temperaturas e a baixa umidade, principalmente no Maranhão, Pará e Mato Grosso, provocam esses pontos mais quentes no mapa.

O Maranhão, por exemplo, somente nos primeiros dias de agosto, registrou mais de 1.000 focos de calor.

Segundo o analista ambiental Rossano Marqueti Ramos, esses números devem continuar altos até o fim de setembro.

Sonora: "Essa época do ano que a gente está entrando agora, de agosto, setembro, é a época que tem a maior quantidade de focos de calor anual. Por volta de 60% dos focos de calor que a gente registra no Brasil anualmente acontece nessa época. E essa seca no Brasil central ela envolve o Mato Grosso, Pará, Maranhão, Rondônia, Brasília, Goiás, mas os estados que são campeões de focos costumam ser o Mato Grosso, Pará e Maranhão."

Ainda de acordo com Marqueti Ramos, boa parte desses focos são incêndios provocados por queimadas para a limpeza de pastos.

Sonora: "Essa época do ano tem essa seca no Brasil central e isso de certa forma sincroniza com o calendário agrícola de produção rural que ainda maneja a produção com o uso do fogo. Então você chegar numa comunidade rural que as pessoas põe fogo para manejar a pastagem ou para suprimir vegetação, ou a produção anterior, eles vão colocar fogo nessa época da seca. Então é por isso que explode junto com a época seca, a quantidade de focos de calor. A ampla maioria desses focos nessa época do ano tem causa antrópica, é alguém colocando fogo por algum motivo, e uma proporção grande para manejo agrícola, agrossilvipastoril."

O analista ambiental lembra que alguns estados brasileiros proíbem o manejo com fogo nesse período.

Em Mato Grosso, por exemplo, o período proibitivo para as queimadas vai até 15 de setembro. Quem descumprir a norma fica sujeito a pena de seis meses a quatro anos de prisão e ao pagamento de multas que variam de R$ 1000 a R$ 7,5 mil por hectare queimado.

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