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Maior banco da França vai parar de financiar empresas que cultivam terras desmatadas na Amazônia

O Globo - https://oglobo.globo.com/economia
15 de Fev de 2021

Maior banco da França vai parar de financiar empresas que cultivam terras desmatadas na Amazônia
BNP Paribas também vai incentivar clientes a não comprar ou investir em carne ou soja cultivadas no Cerrado brasileiro, financiando apenas projetos sustentáveis

Reuters
15/02/2021

PARIS - O BNP Paribas, maior banco da França, disse nesta segunda-feira que vai parar de financiar empresas que produzem ou compram carne ou soja cultivada em terras desmatadas ou convertidas na Amazônia após 2008.

O credor também disse que incentivaria os clientes a não comprar ou produzir carne ou soja cultivadas no Cerrado, vasta região de savana tropical que cobre 20% do Brasil, financiando apenas aqueles que adotam uma estratégia de desmatamento zero até 2025.

Grupos de ambientalistas disseram que a ação do BNP Paribas enviou uma forte sinalização para as empresas que negociam commodities na região, mas pressionaram por uma ação mais rápida.

"As instituições financeiras expostas ao setor agrícola no Brasil devem contribuir para esse combate ao desmatamento. É o caso do BNP Paribas", afirmou o banco, em nota.

Soja e carne bovina são dois dos maiores responsáveis pelo desmatamento global. O crescimento populacional e a rápida expansão da classe média em países como a China alimentaram uma explosão na demanda por soja e aumento no consumo de carne e laticínios.

Alguns cientistas alertam que a floresta amazônica, que se estende por nove países, está avançando em direção a uma espiral mortal à medida que o desmatamento continua acelerado. Uma área da floresta amazônica do tamanho de Israel foi derrubada no ano passado, de acordo com a Conservação da Amazônia.

Metade do Cerrado já foi derrubado e é um dos ecossistemas mais ameaçados do planeta, disseram quatro ONGs ambientais em um comunicado conjunto.

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"O BNP Paribas está dando aos comerciantes mais cinco anos para limpar as florestas impunemente", disse Klervi Le Guenic, da Canopee Forets Vivantes.

O BNP e outros credores europeus, incluindo o Credit Suisse e o banco holandês ING, comprometeram-se no mês passado a interromper o financiamento do comércio de petróleo bruto do Equador após pressão de ativistas com o objetivo de proteger a Amazônia.

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