GM, Agribusiness, p.B12
29 de Set de 2004
Maggi defende anistia para algodão transgênico
O governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, disse que o Brasil precisa conceder anistia aos produtores rurais que cultivam algodão geneticamente modificado, o que é ilegal. Há algumas semanas, o Ministério da Agricultura anunciou pela primeira vez a apreensão de sementes de algodão transgênico no mercado negro e de carregamentos do produto em várias plantações de Mato Grosso.
O Brasil é o último grande produtor agrícola do mundo a proibir lavouras transgênicas, embora os produtores de soja tenham ignorado a proibição. Uma nova lei de biossegurança, que deve legalizar a soja transgênica e regulamentar os cultivos que usam biotecnologia, está parada no Congresso desde outubro de 2003.
O governo vem recorrendo a medidas provisórias para conceder anistia aos produtores de soja transgênica nas duas últimas safras, mas os produtores flagrados com algodão transgênico estão sendo processados, multados e tendo suas lavouras queimadas.
"Para evitar este tipo de problema, o governo deveria baixar uma medida provisória sobre esta questão (concedendo anistia), de forma que o problema seja resolvido dentro da lei", disse Blairo Maggi.
O governador disse que os produtores de algodão do estado vão acabar enfrentando problemas na Justiça, mesmo que não usem sementes transgênicas. "O algodão é um problema muito sério, por causa do cruzamento de variedades. O pólen do algodão voa e viaja grandes distâncias. No caso da soja, não é assim", afirmou.
GM, 29/09/2004, p. B12
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