VOLTAR

Mãe de Apoena quer ver a mãe do matador

Estadão do Norte-Porto Velho-RO
Autor: (Nelson Townes de Castro)
20 de Out de 2004

Dona Abigail Meireles, de 85 anos, chega hoje (20) a Porto Velho para falar com a mãe do estudante de 17 anos que matou, na semana passada, seu filho Apoena Meireles.
A mãe da vítima quer "olhar no olho" a mãe do assassino. Uma fonte da família Meireles disse que a morte do sertanista tem "muitas perguntas sem respostas."
Abigail Meireles viaja em companhia de uma filha casada e do genro. "A família acredita que existe muita coisa que não está bem explicada", disse a fonte.
A Polícia Federal (PF) continua investigando as circunstâncias da morte de Apoena Meireles.
Embora a superintendência da autarquia em Porto Velho tenha anunciado o esclarecimento do crime a partir da prisão do estudante que confessou o delito, o homicídio continua sendo investigado pela PF - confirma uma fonte oficial.
A permanência da Polícia Federal no caso foi determinada pelo próprio ministro da Justiça, Márcio Tomás Bastos, mas a assessoria do ministro, em Brasília, ouvida por telefone, o nega.
Uma das questões que intrigam o ministro da Justiça é o desaparecimento do revólver com que Apoena foi baleado. Sem a arma não será possível concluir o exame de balística, fundamental para confirmar a própria versão do estudante quanto ao momento dos disparos.
O homem que supostamente passou a arma para o estudante assassino continua não identificado e é citado apenas como "Chiquinho."
Duas novas hipóteses estão sendo investigadas sobre o "Chiquinho": primeira, ele não existe. É uma invenção do estudante para proteger o dono da arma e pode ser quem o tenha induzido a balear o sertanista.
Segunda: "Chiquinho" é um informante da Polícia Civil em Porto Velho. Ele aluga armas para marginais, em troca de um percentual no produto do crime.

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.