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Madeireiros se reúnem com o Ibama, mas não conseguem eliminar impasse

O Liberal-Belém-PA
03 de Dez de 2003

Representantes do setor madeireiro (trabalhadores e empresários) e do governo federal (Ibama, Incra e Ministério do Meio Ambiente) se reuniram, na tarde de ontem, em Belém, para discutir questões relacionadas à fiscalização, aos planos de manejo e a pedidos de autorização para desmatamento nas regiões sudoeste e oeste do Pará. Durante o encontro, marcado por momentos de tensão, continuaram os debates iniciados em Altamira, no último dia 27, quando o setor produtivo apresentou uma série de reivindicações ao Ibama. Naquela ocasião, três itens dos onze propostos pelos madeireiros foram aceitos. Sobraram oito, dos quais quatro foram retirados da pauta pelo próprios madeireiros. Os restantes foram discutidos na tarde de ontem.

Para o gerente executivo do Ibama no Pará, Marcílio Monteiro, a reunião foi satisfatória. Segundo ele, o ponto alto da discussão foi o setor madeireiro ter se comprometido a entregar ao Ibama, até o próximo dia 10, um levantamento sócio-econômico da região, recentemente atingida por manifestações dos madereiros, isto é, a área em torno da rodovia Transamazônica. Marcílio acredita que nesse estudo devam constar dados referentes à questão do desemprego e da quantidade de matéria-prima necessária para garantir a produção durante o inverno na região. "Há uma controvérsia muito grande com relação ao número de empregos no setor madereiro. O Ministério do Trabalho nos diz que no Estado há 27 mil empregos, o sindicato dos trabalhadores nos fala em 100 mil e o setor madeireiro chega a colocar 400 mil. Outra questão que ainda não está muito clara para nós é o volume mínimo de madeira necessário para a produção. Alguns madeireiros afirmam que precisam de mais de 1 milhão de metros cúbicos anuais, número que nos parece muito alto. Isto é, nós precisamos ter a precisão desses números para que possamos desenvolver uma política sustentável para a região", explicou.

Já para o empresário e prefeito de Medicilândia, Wilson Samuel, o encontro de ontem não foi produtivo e a questão fundiária no Pará está longe de ter um final feliz. "A minha região está muito pessimista com relação ao problema até porque estamos sob responsabilidade do Incra, que há muito tempo vem emperrando a documentação necessária para a elaboração dos projetos de manejo.

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