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Madeireiros discutem política florestal

O Liberal-Belém-PA
28 de Jan de 2003

O Ministério do Meio Ambiente quer a participação de madeireiros para elaborar uma agenda de trabalho na qual a exploração florestal seja sustentável, respeite o meio ambiente e gere emprego e renda para o País. Foi essa a mensagem do diretor de Floresta do ministério, Carlos da Rocha Vicente, durante reunião em Belém com representantes da Associação das Indústrias Exportadoras de Madeira do Estado do Pará (Aimex).

Segundo ele, o governo vai adotar como linha mestra de sua política para o setor florestal o Programa Nacional de Florestas, criado no governo tucano. "Vamos implementar e aperfeiçoar o programa, que teve participação de organizações não governamentais na sua elaboração", disse.

Carlos Vicente, que veio acompanhado de seu diretor adjunto, Tasso Azevedo, anunciou que a prioridade do governo para o setor é a criação do Centro de Treinamento e Manejo Florestal na Amazônia, que vai preparar mão-de-obra especializada em extrair madeira com impacto ambiental reduzido e maior valor comercial. A previsão inicial é que o centro saia do papel até o final deste ano.

No cargo há uma semana, o novo diretor nacional de Floresta disse que o governo dará atenção especial ao Pará, responsável por 40% da produção de madeira em tora do Brasil, num total de 11.3 milhões de metros cúbicos. Existem no Estado cerca de 1.200 empresas madeireiras, muitas delas interessadas em trabalhar com planos de manejo. "Viemos estender a mão para essas empresas", disse Vicente, reconhecendo que historicamente a burocracia e as exigências legais para a atividade de manejo são maiores do que para quem faz corte raso e predatório, "quando deveria ser o contrário". Segundo ele, ao mesmo tempo em que pretende incentivar e facilitar as atividades florestais sustentáveis, o governo adotará postura mais rigorosa contra os madeireiros que atuam na ilegalidade.

Para o vice-presidente da Aimex, Roberto Pupo, a abertura do diálogo e a boa vontade do ministério neste início de governo foi o primeiro passo. "Agora, estamos a espera da implementação de uma política florestal definitiva, pois o setor não muda a cada quatro anos".

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