Estadão do Norte-Porto Velho-RO
Autor: CLÁUDIO PAIVA
19 de Jan de 2005
Mais de 1.300 ATPFs (Autorização para Transporte de Produtos Florestais) fraudadas e quase 53 milhões de reais em sonegação de impostos e crimes ambientais. Esses são os prejuízos que um grupo de poderosos madeireiros está causando ao Estado, através de exploração ilegal de madeira no interior de Rondônia, mais precisamente na região de Espigão do Oeste, Ji-Paraná e Costa Marques - na fronteira com a Bolívia.
O problema das queimadas e dos desmatamentos indiscriminados é preocupação porque a depredação ambiental já está comprometendo o ecossistema e a biodiversidade da fauna e da flora amazônicas. Segundo a conselheira do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), Ivaneide Bandeira, a situação é tão grave que o Ministério Público Federal e a Polícia Federal já estão ultimando as ações judiciais e penais para desbaratar o maior esquema de crime organizado ambiental.
Preocupados com a iminente desertificação da Amazônia, representantes da Associação de Defesa Etno-Ambiental Kanindé estão enviando um amplo e detalhado relatório para o presidente Luís Inácio Lula da Silva e para a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. O objetivo da medida é alertar o governo federal, no sentido de buscar meios para coibir o roubo de madeiras, em Rondônia, sobretudo em áreas de preservação permanente.
No documento, a Kanindé denuncia, por exemplo, a apreensão, pelo Ibama, de mais de 20 mil metros cúbicos de madeira, clandestinamente abatidas no interior da Reserva Biológica Jaru. Neste caso particular, as acusações pesam contra a empresa Condor, que vem causando sérios e graves crimes ambientais - inclusive falsificando documentos privativos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), como autorização para desmate, dentre outros.
As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.