O PROGRESSO
29 de Jun de 2007
(Brasília) - O presidente do Instituto Teotônio Vilela, deputado Sebastião Madeira (MA), cobrou agilidade da Fundação Nacional de Saúde no atendimento às comunidades indígenas durante a audiência pública realizada na quarta-feira na Comissão de Fiscalização Financeira da Câmara. Na reunião, foram discutidas as denúncias feitas contra a instituição sobre desvio de recursos destinados para a saúde no Maranhão e sobre o alto índice de mortalidade infantil nessas
comunidades.
Segundo o parlamentar, ficou clara a necessidade de o governo federal capacitar melhor a entidade para que possa atender às demandas na área da saúde indígena. "Os dirigentes brasileiros devem ter a sensibilidade de entender as necessidades de nossos índios", destacou. Embora o presidente da Funasa, Danilo Forte, tenha afirmado, durante a audiência pública, que a desnutrição em Mato Grosso foi resolvida, o tucano cobrou ações para os outros estados onde existem aldeias em situação similar. Madeira também negou que a ida de Danilo à Câmara tivesse motivação política. "O PSDB não tem nenhum interesse partidário na mortalidade dos índios", afirmou. O parlamentar leu durante a audiência a matéria do jornal Folha de S. Paulo e publicada em março deste ano sobre o relatório feito pela própria Funasa a respeito da desnutrição de crianças indígenas. "O documento revelou que a fundação atendia aos casos de carência alimentar entre índios.
No entanto, 22 jovens morreram entre janeiro e fevereiro somente no estado do Mato Grosso do Sul", disse. Para Madeira, a "apresentação burocrática" do representante da Funasa não forneceu à comissão um quadro preciso da mortalidade de índios. "Infelizmente, os números mostrados não nos dão a real dimensão dos problemas enfrentados por
esse segmento em várias regiões do país", criticou.
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