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18 de Mai de 2009
Produzir subsídios que permitam ao País atrelar os mecanismos de incentivo à produção rural às políticas ambientais e a valorização das cadeias produtivas da sociobiodiversidade são algumas das ações priorizadas pela Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEDR) para o cumprimento de sua agenda central: sustentabilidade ambiental, econômica e social na zona rural brasileira
Até o final de 2009, um ano antes da previsão oficial, o Ministério do Meio Ambiente entregará à sociedade brasileira o Macrozoneamento Ecológico-Econômico da Amazônia, que vai agregar e harmonizar os ZEEs estaduais já aprovados e em fase de elaboração. Simultaneamente estarão sendo feitos os estudos sobre a ocupação do solo na região nordestina, cujo macroZEE deve estar concluído até o fim de 2010. Esses estudos ganharam prioridade da SEDR por constituírem ferramentas fundamentais para o cumprimento da sua agenda central: sustentabilidade ambiental, econômica e social na zona rural brasileira.
"O modelo de produção rural em nosso País tem sido, historicamente, pouco amigável com o meio ambiente e é o principal responsável pela emissão de gases de efeito estufa no Brasil", constata o secretário Egon Krakhecke. "A nossa missão é contribuir para um novo modelo estruturante que garanta sustentabilidade ambiental às atividades rurais", completa.
As ações priorizadas pela SEDR até o fim de 2010 contemplam cinco focos: produzir, por meio de ferramentas de gestão territorial como os zoneamentos ecológicos-econômicos, subsídios que permitam ao País atrelar os mecanismos de incentivo à produção rural às políticas ambientais; desenvolver e difundir tecnologias para boas práticas agropecuárias; apoiar atividades turísticas de base comunitária em áreas rurais e UCs; promover o agroextrativismo sustentável, valorizando as cadeias produtivas da sociobiodiversidade explorada pelas populações tradicionais; e combater a desertificação, mitigar seus efeitos e adaptar sistemas de produção para melhorar a qualidade de vida das populações afetadas.
Até o final de 2010, a Diretoria de Zoneamento Territorial terá apoiado a realização dos ZEEs de boa parte dos estados do País e produzido os zoneamentos regionais da Amazônia e do Nordeste, bem como os ZEEs sub-regionais da BR-163 e da Bacia do Rio São Francisco.
A Secretaria também trabalha junto com o IBGE para concluir, até o final deste ano, a base cartográfica digital da Amazônia Legal na escala 1:100.00, uma aproximação que permitirá identificar com maior precisão os limites da região.
No segundo foco de atuação, a SEDR manterá o fomento ao desenvolvimento tecnológico em projetos demonstrativos que visam desenvolver e aprimorar modelos sustentáveis de produção e extrativismo por populações tradicionais dentro e fora de reservas extrativistas.
Executora do PPG7 - Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais do Brasil, até 2010 a SEDR terá apoiado 190 projetos realizados por parcerias entre ONGs e prefeituras na Amazônia e na Mata Atlântica. Os projetos contemplam as áreas de agroecologia, comercialização, beneficiamento, prestação de serviços ambientais, gestão participativa de unidades de conservação e ecoturismo rural.
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