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Lula vê indígenas como ‘entrave’, critica líder

Veja Online
19 de Abr de 2007

O vice-presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Saulo Feitosa, afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vê a questão indígena como um "problema".
"Infelizmente, o governo Lula reproduz na sua política o mesmo que governos anteriores fizeram em relação aos povos indígenas", disse, segundo o UOL News. O Cimi é ligado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

A crítica aparece justamente na data em que é celebrado nacionalmente o dia do índio. Feitosa apontou diversas questões pendentes em relação ao tema. Entre elas, estariam a aprovação pelo Congresso do Estatuto dos Povos Indígenas, pendente há 12 anos; a instalação da Comissão Nacional de Política Indigenista, criada em março de 2006; a demarcação de terras, promessa da campanha de Lula; e o enfrentamento de temas como desnutrição. Segundo a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), entre 2005 e fevereiro de 2007, a carência alimentar matou 47 crianças menores de quatro anos das tribos guaranis e caiuás no Mato Grosso do Sul.

Feitosa tem ainda outras críticas a Lula. Segundo ele, ao anunciar o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o presidente teria dito que os índios eram um "entrave" ao desenvolvimento do país.

Recentemente, o ministro da Justiça, Tarso Genro, confirmou o nome do novo presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), o historiador Márcio Meira. É uma das poucas medidas elogiadas pela Cimi. "O novo presidente tem um perfil indigenista e, através do seu discurso, tem se revelado bastante sensível; ele afirma querer desenvolver uma política onde os povos indígenas passarão a ser ouvidos - o que não aconteceu no primeiro mandato do governo Lula.

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