OESP, Nacional, p. A5
15 de Mai de 2007
Lula diz que não haverá apagão de energia até 2011
Presidente afasta risco de pane, mas admite que será necessário esforço para assegurar fornecimento
Em meio à dificuldade de liberação de licenças ambientais para projetos do governo na área de energia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva empenhou-se ontem em negar o risco de o Brasil sofrer um novo apagão energético. Munido de um calhamaço de números que mostravam avanços da administração federal no setor, o presidente aproveitou a inauguração de uma fábrica de turbinas da Siemens, em Jundiaí, para garantir o fornecimento de energia elétrica nos próximos anos.
"Com toda a garantia, até 2011, 2012 não faltará energia", disse Lula, admitindo, porém, a necessidade de manter esforços para assegurar o fornecimento nos anos seguintes. Durante o evento, ele sugeriu a criação de um sistema de transmissão de energia que conecte toda a América do Sul, aproveitando o potencial hidrelétrico da região. Na sua avaliação, esta seria uma forma de evitar que a crise de abastecimento ocorrida em 2001 se repita.
"Nós somos um continente grande e chove em épocas diferentes em cada região. Isso significa que vamos ter momentos em que terá excesso de chuva num lugar e falta de chuva em outro." O presidente insistiu em que, juntos, os países sul-americanos contam com uma capacidade de geração de energia hidrelétrica de 540 mil MW, praticamente o equivalente às reservas mundiais 1,45 trilhão de barris de petróleo.
INCLUSÃO
Aproveitando a inauguração de uma unidade da fabricante de computadores Dell, em Hortolândia, Lula também saiu em defesa da inclusão digital como forma de combater a exclusão social. "Quanto maior for a inclusão digital no País, menor será a exclusão. E no Brasil computador deixou de ser coisa de rico e o conhecimento deixou de ser coisa de poucos", disse, reiterando a promessa de colocar computadores nas escolas do País e banda larga nas escolas de ensino médio até 2010.
Na ocasião, o presidente Lula levou um puxão de orelha do prefeito de Hortolândia, Angelo Perugini (PT), que cobrou a construção de uma escola técnica na cidade. "Fiquei muito chateado pois o governo federal anunciou a abertura de 12 escolas técnicas no Estado de São Paulo, inclusive uma em Campinas, e não atendeu nosso pedido", afirmou Perugini.
OESP, 15/05/2007, Nacional, p. A5
As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.