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Lideranças indígenas se juntam ao protesto contra Bolsonaro

Amazonas1 - https://amazonas1.com.br
11 de ago de 2019

A IV Marcha dos Povos indígenas do Amazonas tem como objetivo expressar e reafirmar a permanente mobilização e vigilância na defesa dos direitos dos índios.

Indígenas de diversas etnias e regiões do Estado realizam na próxima terça, quarta e quinta-feira, 13, 14 e 15, a IV Marcha dos Povos Indígenas do Amazonas. Com o lema "Avançando e acelerando os passos da luta pela existência e vida plena", a caminhada inicia às 15h, junto ao ato de "Greve Nacional em Defesa da Educação, da Democracia e contra a Reforma da Previdência", que acontece na Praça da Saudade, Centro de Manaus.

A IV Marcha dos Povos indígenas do Amazonas tem como objetivo expressar e reafirmar a permanente mobilização e vigilância na Defesa dos Direitos Indígenas, no contexto de profundas violações e de retrocessos nos direitos e nas políticas indigenistas.

O evento também será um momento importante de acompanhamento do desenvolvimento das políticas indigenistas no Estado do Amazonas, a partir das propostas que foram entregues ao governo por ocasião da III Marcha, em abril deste ano.

De acordo com a organização, será dado início à construção da "Declaração de princípios dos povos indígenas do Amazonas", tão necessária para qualificar o movimento, as organizações e as lideranças indígenas no Estado.

O objetivo é reforçar as organizações e lideranças indígenas com legitimidade, coerência, respeito e lealdade com as lutas históricas dos povos e organizações no Amazonas.

A participação no Ato de Greve Geral foi um consenso entre os representantes que integram o Fórum de Educação Escolar Indígena do Amazonas (Foreeia) e a Frente Amazônica de Mobilização em Defesa dos Direitos Indígenas (FAMDDI), organizadores do evento, em conjunto com a Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas (Adua).

A Greve Geral do dia 13 de agosto é um ato em defesa da educação e da democracia e contra a Reforma da Previdência, que segue para aprovação no Senado. Caso aprovado, o novo sistema previdenciário não terá mais o cunho solidário, o que acabará por prejudicar os trabalhadores mais pobres e dependentes do benefício social.

A manifestação também é um protesto contra os cortes no orçamento das universidades e o projeto 'Future-se'.

Organização e apoio

O evento é organizado pelo Fórum de Educação Escolar Indígena do Amazonas (Foreeia) e Frente Amazônica de Mobilização em Defesa dos Direitos Indígenas (FAMDDI), com apoio da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Serviço de Cooperação com o Povo Yanomami (Secoya), Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas (Adua), Serviço Amazônico de Ação, Reflexão e Educação Socioambiental (Sares), Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), Conselho Estadual de Educação Escolar Indígena (Ceei/AM), Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro (Amarn), Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Mandato do Deputado Federal José Ricardo, Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Amazonas (Sjpam) e Movimento dos Estudantes Indígenas do Amazonas.

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