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Líder indígena denuncia que sofre ameaças de morte

Brasil Norte - Boa Vista RR
14 de mar de 2001

O líder indígena da região de Surumu, Miracélio Peixoto , juntamente com sua mulher, Laiza de Souza Peixoto, estiveram ontem na redação do BrasilNorte para denunciar que estão sofrendo ameaças de serem mortos e expulsos da própria casa, no entroncamento de Surumu, reserva indigena São Marcos.
Peixoto reclamou que, enquanto deveria estar recebendo apoio de entidades como o Conselho Indígena de Roraima (CIR), Fundação Nacional do Índio (Funai), Instiuto do Meio Ambiente (Ibama), Igreja Católica e algumas Organizações Não Governamentais (Ong's), como a TWM, que se dizem defensoras dos índios, fazem o contrário, incitam uns contra os outros, pressionam aqueles que não compactuam com o que vítima de indiferença e preconceito.

O indígena denuncia que está sendo vítima de calúnia e difamação, sofrendo também agressões verbais e físicas, pelos próprios índios ligados às entidades que não o apóiam, que tentam impedi-lo de trabalhar.
Isso porque ele e sua família moram num entroncamento de grande movimentação, mantém um pequeno comércio do qual sobrevive, mas já teve sua casa invadida várias vezes, por índios que tentaram tirá-lo dela à força.

"Estou denunciando para mostrar ao povo de Roraima o que realmente está acontecendo e pedir das autoridades providências urgentes, pois nem mesmo nós índios estamos tendo o direito de morar no que é nosso, pois a Igreja e as Ongs pedem demarcação de terras mas não para nós", critica.

Por isso, Miracélio Peixoto declara que ele, juntamente com todas as lideranças e comunidades indígenas ligadas às entidades como Sociedade de Defesa dos Índios Unidos do Norte de Roraima (Sodiur), Aliança de Integração e Desenvolvimento das Comunidades Indígenas (Alidicir) e Arikon, são veementemente contra a demarcação contínua, exigindo urgência na definição da demarcação em ilhas.

"Quero aproveitar e dizer que estou recebendo total apoio da Alidicir, Arikon e Sodiur, enquanto que as outras entidades que procurei me negaram ajuda e ainda estão usando tuxauas de outras comunidades para me ameaçar e agredir", desabafa.

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