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Líder indígena acusa Funai por mortes pela desnutrição

Agêcia Estado-São Paulo-SP
Autor: Rosa Costa
01 de Abr de 2005

Terena participou ontem de uma audiência e lançou duras críticas a política do governo. Instalação de uma CPI para o setor também foi solicitada

Índices de mortalidade infantil nas aldeias indígeneas aumenta e causa preocupação

O presidente do Instituto das Culturas Indígenas, Davi de Oliveira Terena, acusou ontem a Fundação Nacional do índio (Funai) de ser "omissa" em relação às dificuldades enfrentadas pelos índios do País e de adotar políticas que não atendem à realidade das aldeias. Terena responsabilizou o presidente da Funai, Mércio Pereira Gomes, "pelo descaso, degradação dos direitos e até pela morte de pessoas por desnutrição". Também pediu uma CPI para apurar conflitos em terras indígenas. Terena falou na audiência publica, na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) , do Senado, para tratar da morte de crianças indígenas por subnutrição, principalmente no Mato Grosso do Sul.

O líder disse que a troca de funcionários da Funai, "que conheciam a linguagem dos índios", por funcionários da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), "que não sabem lidar com essa população", piorou a situação dos indígenas. "Isso trouxe o caos e confusão para as aldeias", denunciou. Segundo ele, a situação dos nativos no Brasil "está cada vez mais insustentável". "Se as crianças hoje estão morrendo, a culpa é da direção da Funai, porque a incapacidade do presidente da fundação só trouxe o caos o descaso e o aumento do número do suicídio de jovens índios". Ele pediu aos senadores empenho para assegurar medidas urgentes de atendimento, "para que o povo indígena não seja dizimado". Pediu ainda engajamento contra a discriminação, os preconceitos e outros formas de intolerância que atingem os índios do País.

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