Funai-Brasília-DF
13 de Dez de 2005
O Programa de Distribuição de Leite para Comunidades Carentes, do governo federal, está sendo ampliado para as áreas indígenas da Paraíba. Segundo o coordenador regional da Funasa no Estado, Adalberto Fulgêncio, em Baía da Traição são 687 indígenas cadastrados, em Marcação são 661 e em Rio Tinto 467 cadastrados. Ao todo são 1.815 indígenas foram cadastrados pelo programa.
Rosalynd da Rocha, nutricionista da Funasa, afirma que a medida faz parte do Programa de Vigilância Nutricional da Fundação, que já resultou na queda de 27,79% nos casos de desnutrição em comunidades indígenas. A distribuição do leite é feita diretamente nas aldeias às segundas, quartas e sextas-feiras.
O Estado tem a terceira menor mortalidade indígena do País. O índice de mortalidade infantil na Paraíba que, em 2002, era de 35 para cada mil nascidos vivos caiu para 15 para cada grupo de mil nascidos vivos, no ano passado. Segundo a nutricionista, de dezembro do ano passado a novembro último, houve uma melhora ainda nos índices nutricionais das crianças indígenas de zero a cinco anos de idade.
"Fazemos o acompanhamento das mães desde a gravidez. Desta maneira, procuramos garantir que estas crianças tenham uma qualidade nutricional desde a vida intra-uterina. Nosso Programa busca utilizar os alimentos que estão disponíveis na própria comunidade, para isso contamos sempre com o apoio dos caciques e lideranças indígenas," garante a nutricionista.
Ao distribuir leite para a população carente, o governo federal poderá aumentar o índice de consumo anual per capita (por pessoa) do produto. Atualmente, o índice brasileiro é de 127,4 litros por ano para cada habitante, bem inferior aos 220 litros/hab consumidos anualmente na vizinha Argentina, por exemplo. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que este consumo seja de 175 litros/hab/ano.
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