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Lar britânico consegue cortar contas pela metade

OESP, Vida, p. A21
06 de Set de 2009

Lar britânico consegue cortar contas pela metade
Ao seguir dicas de órgão do governo, dona de casa tornou-se 'verde'

The Guardian

Quando Rose Watson se mudou para sua casa em Nottingham, há nove anos, não havia aquecimento central, o aquecedor a gás da sala vazava e qualquer calor saía pelas janelas. Sua conta de gás era caríssima e a prioridade era lutar para manter a casa aquecida, sem se ligar para a pegada de carbono. Ela não se importava em ir de carro até as lojas perto de casa e seus filhos deixavam aparelhos eletrônicos ligados quando não estavam usando.

Cansada das contas altas, ela resolveu participar de uma pesquisa por telefone sobre uso de energia. Em troca de responder a algumas perguntas, ela ganharia lâmpadas econômicas e dicas sobre como tornar seu lar ecologicamente correto. Desde 2007, ao seguir as dicas, Rose reformou a casa, melhorando o isolamento térmico. Como resultado, a conta de eletricidade caiu a menos da metade e a do gás, a quase pela metade.

O consumo residencial de energia representa mais de 25% das emissões de carbono no Reino Unido, portanto as casas que seguirem medidas de conservação de energia terão papel importante em uma campanha que pretende reduzir em 10% as emissões do país em 2010. Melhorar a eficiência energética de casa é uma maneira simples de cortar boa parte de sua pegada de carbono.

E de economizar, como descobriu Rose. Seus filhos também foram treinados: eles não deixam mais nenhum aparelho em "standby". "Assim que eles param de usar, eles desligam, tirando da tomada", conta ela. Seu filho de 7 anos, Kaiyus, diz que "se uma luz está acesa em um quarto vazio, eu vou lá e desligo". A água também é poupada, com cuidados como diminuir os ciclos da máquina de lavar e a troca de banhos de banheira pelo chuveiro. O uso do carro também foi racionado. Agora, para ir às lojas do bairro, é na base da bicicleta ou da caminhada. E quando seu filho Kasheme, de 13 anos, precisa ir ao treino de futebol, uma carona é arranjada na vizinhança.

Rose crê que sua mãe nunca a ensinou a economizar energia porque isso não fazia parte do estilo de vida da época. Ela também afirma que "se uma família consegue fazê-lo, "cem mais também conseguem".

Caroline Rams, do Energy Saving Trust (EST), órgão governamental criado após a Eco-92 que deu as dicas a Rose, diz que os Watson são um exemplo do que uma família britânica pode fazer quando se dedica a cortar emissões de carbono. "Rose tem uma vida corrida e uma família grande, mas ela sempre encontra tempo para fazer da economia de energia uma prioridade, de tal forma que se tornou algo natural. É o exemplo perfeito de como é possível se tornar 'verde' sem mudar muito seu estilo de vida." Mas a própria Rose se diz pragmática: "Não penso que devo salvar o mundo. Penso primeiro no meu bolso."

OESP, 06/09/2009, Vida, p. A21

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