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Kayapós suspeitam que funcionário da Funai esteja envolvido em grilagem de terras indígenas

Radiobras
Autor: Julio Cruz Neto
29 de Ago de 2006

Aldeia Kikretum (Pará) - A Operação Kayapó, que combate grilagem, garimpo e extração ilegal de madeira em terra indígena no sul do Pará, descobriu até agora 19 trabalhadores, sete suspeitos de serem mandantes e cinco suspeitos de grilagem atuando na região. Lideranças kayapó da aldeia Kikretum afirmam que um dos flagrados é irmão de um servidor da Fundação Nacional do Índio (Funai) na região e pedem a demissão do funcionário. Suspeitam que ele também esteja envolvido nas ilegalidades na terra indígena.

A equipe da Funai que visitou a aldeia Kikretum na semana passada ficou sabendo da novidade assim que desembarcou no local. O presidente da Funai, Mércio Gomes, prometeu investigar e mencionou a possibilidade de demissão.

Não sabemos ainda que participação o funcionário da Funai tem, achamos que não tem nenhuma. Vamos abrir sindicância. Em havendo [participação], o procedimento é abrir um processo administrativo disciplinar, que pode levar à demissão”, explicou Gomes. Mas, a princípio, ninguém é responsável pelo irmão”.

A reportagem viajou a convite da Fundação Nacional do Índio (Funai).

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