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Justiça Federal presta homenagem aos povos indígenas com exposição

O Rio Branco-Rio Branco-AC
12 de Abr de 2006

A Justiça Federal apresentou ontem (11), em seu Espaço Cultural, a exposição "Nossos Índios em Traços e Cores", com telas do artista plástico acreano Uelinton Santana. A atividade é uma homenagem aos povos indígenas do Estado e faz referência ao dia do índio, 19 de abril, e permanecerá aberta para visitação até 8 de maio. O vernissage foi prestigiado pelo Secretário dos Povos Indígenas, Francisco Pinhanta, pelo Presidente da Fundação Elias Mansour, Assis Pereira, e por representantes da FUNAI, além da imprensa e servidores da Justiça Federal.

De acordo com a Constituição Federal, a JF é o órgão responsável pela resolução de todos os conflitos jurídicos que envolvem direitos indígenas. Segundo o Juiz Federal e Diretor do Foro em Exercício, Jair Facundes, a exposição reafirma o compromisso da Justiça Federal com a causa indígena. "A exposição agrega valor cultural à atividade fim da justiça que é a resolução de conflitos através do processo, dessa forma, entendemos que há uma contribuição para uma sociedade mais consciente e tolerante, pois quando compreendemos nossa cultura, a vida em sociedade se torna muito mais fácil", assinalou o Juiz.

A administração da JF no Acre transformou em 2005, através de uma portaria, o hall de entrada do seu prédio em espaço destinado a manifestações culturais. Em 2006, o espaço voltou a ser tomado por obras de arte. Esta é a terceira exposição. Os interessados em expor seus trabalhos devem entrar em contato através do telefone 3214-2034.

Sobre o Artista

Uelinton Santana nasceu em Sena Madureira e passou a morar em Rio Branco desde o primeiro ano de vida. Entrou para o mundo das artes aos 16 anos e hoje, com 23, tem orgulho de dizer que vive exclusivamente da sua arte. Uelinton, que já foi presidente da AAPA (Associação dos Artistas Plásticos do Acre), expôs suas obras mais de 40 vezes em Rio Branco, em diversos espaços. Expôs também em Brasília, Belém e outros estados. O artista possui obras no Canadá, EUA, Argentina e desenvolveu em Rio Branco diversos cursos de desenho e pintura.

Em 2004 iniciou a Faculdade de Belas Artes em Cuzco, no Peru. Por motivos pessoais, deixou o curso e retornou para o Acre. Uelinton faz hoje uma dupla jornada acadêmica: é estudante de Letras/Espanhol na UFAC e do curso de Artes Visuais na FAAO.

A temática indígena

A temática indígena é abordada com muita freqüência em sua obra, pois o artista sente a força de expressão da mata nos traços da fisionomia indígena, além da riqueza de cores. Mas é o sentido de magia e espiritualidade dos nossos ancestrais é que capturam a atenção de Uelinton de forma mais contundente, o que o artista deixa bem claro com os olhares e expressões que retrata em sua obra.

"Retratar esse universo me faz pensar em como será o destino da raça humana, sem esse sentido de magia, esquecendo que não estamos sozinhos nesse mundo... acho que o desafio é o melhor modo de desvendar os mistérios. Através da arte podemos atravessar a estreita ponte que há sobre o fascinante abismo do desconhecido. Nossos irmãos índios sabem fazer isso como nenhum outro povo", afirma Uelinton.

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