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Júlia experimenta o modo de vida indígena

Diário Catarinense-Florianópolis-SC
Autor: RAFAEL LEIRAS
07 de nov de 2002

Viver durante quatro meses entre os índios no Alto Xingu, experimentar sua cultura e seu modo de vida e relatar a experiência para os colegas foi a principal tarefa escolar da estudante Júlia Mello Piedade, 10 anos, no segundo semestre do ano passado, quando cursava a 3ª série do ensino fundamental no Colégio de Aplicação da UFSC.

O trabalho deu origem ao projeto Vivências, encerrado ontem com uma apresentação de índios da tribo Guarani, de Palhoça, e uma exposição de fotos, textos e artesanato.

Em agosto do ano passado, Júlia acompanhou os pais em uma viagem à aldeia Wauja, em Mato Grosso, onde o casal ia pesquisar as músicas da tribo para sua tese de doutorado. Como perderia o semestre letivo inteiro, a professora da menina sugeriu que ela trouxesse um relato de sua vivência. Mais do que fotos, presentes e informações, Júlia voltou para Florianópolis, em dezembro, trazendo uma nova visão de mundo.

"Acho que a criança índia no fundo é mais feliz que a branca", avalia a pesquisadora mirim. "A vida delas é mais interessante porque elas não ficam dentro de casa vendo TV e jogando video game, estão sempre brincando e correndo pela aldeia. Elas são mais livres, têm mais vontade própria."

No período que passou na aldeia, Júlia dormiu em rede, tomou banho no riacho, colheu frutas no pé, comeu peixe e beiju feito de mandioca, aprendeu a fazer panelas de barro e a se comunicar na língua indígena. Mas ficou doente algumas vezes e tomou um susto que nunca vai esquecer. Quando andava pela mata com duas indiazinhas, jura que viu a cabeça de uma onça escondida entre a vegetação.

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