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Jovens quilombolas de Oriximiná participam de oficina de edição de vídeo

G1 http://g1.globo.com/
17 de Mar de 2018

Como parte das capacitações do Programa Novas Tecnologias e Povos Tradicionais, que é realizada em parceria com a Google Earth Outreach e a Agência de Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos (Usaid), com apoio do Programa Territórios Sustentáveis, no eixo Quilombola, foi realizada nesta semana na sede da Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombos de Oriximiná (Arqmo) a segunda etapa da oficina de edição de vídeos para o YouTube.

A primeira etapa da oficina foi realizada em janeiro, na comunidade quilombola de Jarauacá, quando os mais de 30 jovens participantes foram desafiados a produzir vídeos retratando um pouco sobre o cotidiano das suas comunidades.

"A oficina foi direcionada especificamente para a edição dos materiais que os alunos capturaram e estes vídeos são finalizados na edição. Essa é a continuação da primeira oficina ministrada pelo YouTuber Állan Portes que tem um canal com mais de 2 mil seguidores e que passou um pouco dos seus conhecimentos e que serviu de inspiração para os jovens", enfatizou cinegrafista e editor do Programa Territórios Sustentáveis e instrutor da oficina, Valdenilson Moura.

Durante a oficina os jovens apresentaram seus vídeos experimentais e aprenderam técnicas de edição em aparelhos celulares, um momento de aprendizado que despertou a sede pelo conhecimento, como com a jovem, Milene Silva da Cruz, moradora da comunidade de Jarauacá, uma das 32 participantes da oficina, que agora sonha em seguir carreira como YouTuber. "Eu estou fazendo a oficina pra eu aprender as coisas que ainda não aprendi. O YouTube pra mim é uma ferramenta de transformação e tenho certeza que isso é uma carreira pra gente".

Todas as atividades junto aos jovens quilombolas são apoiadas pela Arqmo que realiza a mobilização e articulação da participação das comunidades. "A gente dá o apoio chamando os jovens para participarem das atividades e dentro das comunidades vendo o que eles podem apresentar e a Arqmo busca ouvir a ideia deles e mesmo a gente vendo que um mês foi pouco tempo a gente já percebe que eles são capazes de fazer um bom trabalho. A gente acredita na construção coletiva e a Arqmo nasceu para ser coletiva em defesa e pela luta dos direitos quilombolas", enfatizou o membro do Conselho diretor da Arqmo, Rogério Pereira.

As oficinas do Programa Novas Tecnologias e Povos Tradicionais são realizadas a partir de uma demanda dos próprios jovens que buscam conhecer mais sobre as novas mídias.

https://g1.globo.com/pa/santarem-regiao/noticia/jovens-quilombolas-de-o…

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