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Jirau desmente negociação por mais recursos, mas prevê perda de R$ 1 bi

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11 de Mar de 2011

O presidente da empresa Energia Sustentável do Brasil, Victor Paranhos, negou que a concessionária esteja negociando um aditivo de R$ 900 milhões ao contrato com a construtora Camargo Corrêa para a construção da usina hidrelétrica de Jirau, conforme foi noticiado ontem (10) pelo jornal Valor Econômico.

Segundo a reportagem do Valor, a construtora teria pedido esse adicional para as obras de escavação e entrega de equipamentos atrasados, e o total dos custos da usina estaria chegando a R$ 13 bilhões, quase 50% do valor original da obra.

Segundo o presidente da ESBR, entretanto, o aumento de repasse de recursos só aumentará se o governo der aval para a construção de quatro turbinas adicionais ao projeto.

Ainda assim, a estimativa de custo de Jirau é maior do que o inicialmente previsto. Paranhos informou ao jornal O Estado de S. Paulo que a hidrelétrica prevê um orçamento de R$ 11,9 bilhões.

Atraso nas linhas de transmissão

Outro problema que Jirau enfrenta é o atraso nas linhas de transmissão, que devem ligar a usina, em Rondônia, até Araraquara (SP). Se as linhas não ficarem prontas até 2012, data em que os empreendedores querem iniciar as operações, antecipando o cronograma inicial, a usina não conseguirá vender energia no mercado livre.

"Estamos contabilizando uma perda de faturamento. Vamos deixar de ganhar algo como R$ 1,2 bilhão entre março de 2012 e janeiro 2013", disse Paranhos ao jornal O Estado de S. Paulo. As linhas de transmissão ainda aguardam a licença de instalação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e sua conclusão está prevista para 2013.

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