O Globo, Rio, p. 17
04 de Jul de 2008
Jardim Botânico ganha museu
Meio ambiente forma o acervo de casarão reformado
Paula Autran
Um espaço fechado dentro do Jardim Botânico promete concorrer com a exuberância da natureza lá fora. Após um ano de reformas, bancadas pela Petrobras e pelo BNDES, a instituição inaugura hoje o Museu do Meio Ambiente, num prédio de 800 metros quadrados na entrada do jardim. O museu em si, segundo o presidente do Jardim Botânico, Liszt Vieira, começará a funcionar em aproximadamente um ano, tempo necessário para a captação de recursos e o investimento nas instalações. Até lá, o local receberá exposições como "O gabinete de curiosidades de Domenico Vandelli", que será aberta hoje, com presença do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.
- Com tecnologia de ponta, o museu falará do povoamento da terra até o aquecimento global e os ecossistemas - explica Liszt, que trabalha com o professor José Augusto Pádua (UFRJ), que é curador, e Jair de Souza, responsável pelo projeto museográfico. - O prédio, do início do século XX, era da administração e estava fechado há anos. Agora será um espaço cultural importante num lugar privilegiado.
A estimativa é que o museu receba 600 mil pessoas por ano. No calendário estão previstas a mostra "Revolução Genômica", atualmente no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, e uma exposição sobre Albert Einstein. Mas primeiro será a vez do naturalista Vandelli (1735-1816), idealizador das "viagens filosóficas" ao Brasil (expedições científicas que vinham de Portugal para pesquisar a natureza brasileira), com curadoria de Anna Paula Martins.
- Entrar na exposição é como abrir um livro num espaço tridimensional - explica ela, lembrando que o naturalista só conheceu o Brasil pelas representações dos outros.
Não por acaso, o artista plástico Luiz Zerbini considera como a mais importante das obras que fez para a mostra uma tela que ficará em frente à chamada Green Wall, uma parede verde que representa um jardim vertical:
- A mais importante na verdade não é nada: é uma tela pintada com tinta reflexiva que refletirá a representação da natureza.
O Globo, 04/07/2008, Rio, p. 17
As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.