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Investigação deve ser maior no PA, defende Greenpeace

OESP, Nacional, p. A14
04 de jun de 2005

Investigação deve ser maior no PA, defende Greenpeace

Representantes do Greenpeace disseram ontem que o governo federal deveria intensificar a Operação Curupira, aprofundando as investigações no Pará, maior produtor de madeira do País, e Rondônia. De acordo com o coordenador das campanhas da ONG na Amazônia, Paulo Adario, o principal foco da operação foi o Mato Grosso, mas as grandes ilegalidades vão além das fronteiras daquele Estado. "Dos 26 milhões de metros cúbicos de madeira que saem anualmente de toda a região, 72% é ilegal", lembrou.
Para o Greenpeace, a repercussão da ação do governo na mídia terá efeitos positivos. "Vai contribuir para reduzir a sensação de impunidade, que é o fator mais importante no quadro de devastação. Na Amazônia predomina a descrença total na ação do Estado."
Para o deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ), o governo deu o primeiro passo: "É preciso seguir as trilhas abertas pela Operação Curupira até o desmonte de todas as empresas que agem de modo predatório". O deputado criticou a forma como o governo fez o anúncio do resultado das investigações: "Tentou capitalizar tudo para si, por meio da Polícia Federal, omitindo a importante e eficiente colaboração do Ministério Público em Mato Grosso. No fundo, foi uma tentativa de atenuar o impacto da CPI dos Correios".
No Congresso, um dos primeiros desdobramentos da Operação Curupira aparecerão na CPI do Desmatamento, que tem como relator o deputado José Sarney Filho (PV-MA). Nos próximos dias a CPI deverá convocar o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (PPS), e o presidente do Ibama, Marcus Barros, para falarem sobre as irregularidades apuradas na operação federal.

OESP, 04/06/2005, p. A14

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