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Invasores são expulsos de outra área de preservação, na Zona Leste

Em Tempo - http://www.emtempo.com.br/
Autor: Isabelle Valois
23 de Mai de 2013

Cerca de 100 famílias foram retiradas, na manhã desta quarta-feira(22), de um terreno de aproximadamente 80 mil metros quadrados, considerado como Área de Proteção Permanente (APP), entre as etapas 1 e 2 do conjunto habitacional Viver Melhor, do programa 'Minha Casa, Minha Vida', coordenado no Estado pela Superintendência de Habitação do Amazonas (Suhab), no bairro Braga Mendes, Zona Leste.

As famílias que estavam há duas semanas erguendo os barracos no local, nomearam a invasão com o nome do prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto.

De acordo com os ocupantes, a maior parte dos que tentavam erguer o barraco no local moram de aluguel, e por não terem mais condições de continuarem a pagar resolveram entrar no terreno. Os invasores informaram que há anos aguardam uma casa do programa da Suhab, entre eles há casos de até 15 anos de espera.

"Quando fui procurar o órgão, fui informado de que meu nome nem constava mais na lista. Realmente, esperava ganhar uma casa, mas com essa informação e sem ter mais condições de viver no aluguel, resolvi me juntar aos demais e construir meu barraco", contou um dos ocupantes que não quis se identificar.

Na retirada dos invasores, havia fiscais da própria Suhab, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), policiais militares do Batalhão de Policiamento Ambiental e guarnição da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam).

Os moradores das proximidades da invasão, no momento da retirada, informaram que a presença dos ocupantes colaborou para a diminuição da marginalidade no local. Segundo eles, o terreno era utilizado como esconderijo de entorpecentes e produtos de roubos, além de ter virado um matadouro, pois dois corpos foram encontrados nas últimas semanas. Os invasores haviam capinado todo o terreno e ateado fogo a algumas áreas onde o mato já predominava.

"Este local servia como lixeira. Todo tipo de material não mais utilizado era despejado no terreno, e além disso, durante a noite, o local ficava perigoso, pois marginais da área utilizavam o local para esconderijo de droga, além dos roubos que cometiam nas proximidades", contou uma moradora que não quis se identificar.

Um dos fiscais da Suhab, no momento da retirada dos invasores, informou aos presentes que o local era de preservação, e por esse motivo não poderia ser ocupado e muito menos desmatado, e que eles procurassem a Suhab para realizarem o cadastro nos programas de habitação.

Os órgãos participantes na retirada informaram que vão retornar diariamente ao local para evitar que os ocupantes retornem para a APPs. A assessoria da Suhab informou que duas casas não foram retiradas, mas foi dado um prazo para os móveis serem retirados pelos invasores.

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