21 de Dez de 2007
Depois da internet, o telefone. Três aldeias do Alto Xingu e o Posto Indígena do Parque do Xingu, que já estavam conectados ao mundo pela rede de computadores, agora já podem se comunicar também pelo telefone. Entre si, por meio de ramais, e com outros telefones fixos em qualquer lugar do planeta, via satélite.
Os equipamentos já estão em operação no Posto Leonardo Villas Boas e nas aldeias Kamayurá, Kuikuro e Yawalapiti, de onde os respectivos caciques Kotok, Yakalo e Aritana falaram nesta sexta-feira (21/12), com o secretário de Desenvolvimento do Centro-Oeste, do Ministério da Integração Nacional, José Antonio Totó Parente.
O secretário ligou para os caciques e manifestou a satisfação de ter trabalhado pela instalação dos telefones nas aldeias. Ouviu agradecimentos dos líderes indígenas, que declararam felizes pela novidade, que, segundo eles, será de grande importância para as comunidades, principalmente em caso de doenças.
O funcionamento dos telefones, pelo sistema virtual, utiliza os computadores e a tecnologia do Projeto de Inclusão Digital "Quiosque do Cidadão", viabilizado pelo Ministério da Integração Nacional, por meio da Secretaria de Desenvolvimento do Centro-Oeste (SCO), e executado pelo coordenador de Tecnologia da SCO, André Wogel. Ele afirma que a iniciativa é pioneira no Brasil em se tratando de comunidades isoladas.
O acesso do sistema ao satélite acontece por meio do Governo Eletrônico de Atendimento ao Cidadão (Gesac), programa do Ministério das Comunicações coordenado pela Secretaria de Telecomunicações.
Para o secretário Totó Parente, o objetivo do Ministério da Integração Nacional ao levar os modernos meios de comunicação até as aldeias do Alto Xingu, é contribuir para tirar do isolamento os povos que habitam o Parque Indígena, uma reserva de aproximadamente 26 mil km² na região Nordeste de Mato Grosso.
O Secretário lembra que o acesso ao Parque do Xingu, que abriga 14 diferentes etinias, é feito apenas por avião ou pequenos barcos, que podem levar até dez horas para alcançar as aldeias mais próximas do ponto de partida.
As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.