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Instituto Chico Mendes e Instituto Estadual do Ambiente promovem Operação Verão 2009-2010 em Paraty

ICMBio - www.icmbio.gov.br
06 de jan de 2010

Visitantes de Trindade, Praia do Sono e Ponta Negra estão recebendo, desde o final de ano, informações sobre os atrativos naturais e culturais da região, regras de uso público das unidades de conservação existentes na região e quais os cuidados que devem ter com o meio ambiente nesta temporada de verão.

Intitulada Operação Verão 2009/2010, a ação tem como objetivo ordenar a visitação nas áreas naturais protegidas por meio de informações aos visitantes. O foco é fazer com que a estadia dos turistas seja proveitosa mas minimize, ao mesmo tempo, os impactos ambientais decorrentes do fluxo de turistas durante essa época do ano.

Entre as unidades de conservação existentes em Paraty, no litoral sul do Rio de Janeiro, estão o Parque Nacional da Serra da Bocaina (RJ/SP), com 40,3% de sua área total no município, a Área de Proteção Ambiental Cairuçu e a Reserva Ecológica da Juatinga. Elas foram criadas para preservar um dos mais importantes remanescentes de Mata Atlântica do país.

A operação intitulada 'Verão 2009-2010', promovida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), contou com o apoio das ONG's Associação Cairuçu, SOS Mata Atlântica, Econsenso e do Condomínio Laranjeiras. Ao todo cerca de 18 técnicos dos órgãos ambientais e 22 monitores da Associação de Monitores Ambientais de Paraty participaram da ação.

Ocorreu a distribuição de 7 mil folders contendo informações sobre as áreas protegidas e condutas adequadas em ambientes naturais. Técnicos e monitores estiveram a postos para esclarecer as dúvidas de todos. Para isso foram montados sete postos de controle, informação e monitoramento que funcionaram de 26 de dezembro a 3 de janeiro.

Até o dia 31 de dezembro - virada do ano - os esforços se concentraram no ordenamento da chegada dos visitantes. Veículos e pessoas foram contados e os visitantes tiveram que fornecer informações sobre a cidade e estado de onde provinham.

Os dados estão sendo utilizados no processo de ordenamento turístico nas áreas protegidas. Nos dias 1, 2 e 3 de janeiro, as equipes atuaram predominantemente no ordenamento do retorno desses turistas da região, com ênfase nos locais cujo acesso é feito de barco.

As unidades de conservação (UCs) - como são chamados o Parque Nacional da Serra da Bocaina (RJ/SP), a Área de Proteção Ambiental Cairuçu e a Reserva Ecológica da Juatinga - são áreas protegidas com limites e características naturais relevantes. As duas primeiras sob administração federal (ICMBio) e a última sob administração do Estado do Rio de janeiro (INEA).

Funcionando sob regime especial de administração, visando garantir a conservação da natureza, estas unidades abrangem desde áreas costeiras até vertentes íngremes da Serra do Mar, que alcançam mais de 2 mil metros de altitude. Restingas, manguezais, floresta ombrófila e campos de altitude são alguns exemplos de importantes biomas e ecossistemas protegidos nessas unidades, que abrigam mamíferos como o sagui, o bugio, o tamanduá-mirim, a lontra, a capivara, o ouriço e o veado-mateiro, entre outros.

Apesar dos esforços dos governos federal e estadual, o município de Paraty vem apresentando forte crescimento populacional e ocupação desordenada em áreas de preservação permanente e na zona costeira.

Comunidades tradicionais caiçaras têm sofrido com as pressões exercidas em parte pela chegada de veranistas, que compram as áreas de posse dos moradores locais que vêm nessa prática uma forma de sobreviverem.

No entanto, há também moradores destas comunidades tradicionais preocupados com a degradação ambiental, com a perda da cultura caiçara e com o crescimento do consumo de drogas e álcool entre os jovens do local.

Desde 2000, o efetivo de técnicos das três unidades de conservação aumentou de 12 para 30, proporcionando melhora significativa nos serviços prestados pelos órgãos ambientais localmente. Mas o número ainda é considerado insuficiente para gerir uma área de mais de 70 mil hectares de área protegida - total existente no município de Paraty.

Para suprir a carência de pessoal e de infra-estrutura, o ICMBio e o INEA têm articulado parcerias com o terceiro setor, moradores locais, iniciativa privada e com outros órgãos governamentais que atuam na área ambiental visando promover o desenvolvimento sustentável da região.

Informações:

Eduardo Godoy
APA Cairuçu/ICMBio
eduardo.souza@icmbio.gov.br
(24) 3371-1400

Rodrigo Rocha
RE Juatinga/Inea)
reservajuatinga@gmail.com
(24) 3371-9654 ou (21) 8596-5192

Marcelo Guimarães (Associação Cairuçu)
marcelo.sguimaraes@hotmail.com
(24) 3371-4881

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