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Indústria se prepara para COP-16

O Globo, Negócios & cia, p. 20
13 de Out de 2010

Indústria se prepara para COP-16

Até o fim do mês, fica pronto o documento que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) elabora para a COP-16. A conferência da ONU sobre o clima será no fim de novembro, em Cancún. A indústria brasileira levará ao evento um conjunto de princípios e propostas que vem sendo discutido pelos diferentes setores nos últimos meses. O último encontro, semana passada, em São Paulo, reuniu representantes das indústrias de siderurgia, mineração, eletroeletrônicos, papel e celulose, etanol, carnes e químicos. Pontos consensuais foram listados (veja o quadro) e serão a base do documento. A ideia central, adianta Heloisa Menezes, diretora de Relações Institucionais da CNI, é que o Brasil já é uma economia de baixo carbono. "Os esforços já empreendidos pelo setor devem ser considerados nas negociações com outros países. O Brasil tem de manter sua vantagem competitiva", diz.

Pontos já acertados

A matriz energética brasileira é limpa, predominantemente hidrelétrica

A indústria não é vilã das emissões de C02. O setor é responsável por 9% a 12% das emissões. Desmatamento e queimadas são os vilões

O país deve aderir às metas de redução de emissões de forma voluntária, não imposta

Países desenvolvidos estarão sujeitos a compensações maiores

Compromissos assumidos na Cop-16 não devem prejudicar o desenvolvimento econômico e social do Brasil

O setor privado deve ter reconhecido os esforços e os investimentos já feitos em eficiência energética

O Estado deve criar políticas públicas voltadas ao aumento da eficiência energética e à expansão dos projetos de baixo carbono. É desejável mais estímulo do que punição

O comércio internacional deve ser monitorado, para que políticas industriais não se tornem atos protecionistas

O Globo, 13/10/2010, Negócios & cia, p. 20

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