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Indústria espera retomar crescimento econômico

Folha de Boa Vista-Boa Vista-RR
18 de Jan de 2005

No Sindicato das Indústrias Madeireiras a expectativa é que a partir de agora, com o setor trabalhando na realidade quanto ao aproveitamento da madeira derrubada, é possível pensar na retomada do crescimento econômico, mesmo que este ano não sejam animadoras as chances de preencher os postos de trabalho vagos.
"Com esta decisão nós poderemos aceitar novos contratos - alguns deles foram cancelados porque não existia matéria-prima. Creio que daqui por diante a indústria voltará acrescer, contratar novos trabalhadores e ajudar o nosso Estado a minorar a crise do desemprego", comentou o tesoureiro do sindicato, Robson Matsdorff.
Conforme o sindicalista, as demissões vinham ocorrendo gradualmente desde o início do ano passado porque os empresários mantinham a esperança de mudar o quadro imposto pelos memorandos da Diretoria de Florestas. Para dar uma idéia, disse que, desde janeiro/2004 até aqui, a indústria havia fechado quatrocentos postos de trabalho.
"Para cada contrato direto pode-se calcular mais três empregos indiretos, como os operadores de máquinas pesadas, de motosserras, transportadores. Entre outros prestadores de serviços para a indústria madeireira estão ainda as borracharias e oficinas de motosserras", avaliou.
Robson Matsdorff acredita que inicialmente as empresas não poderão admitir a mesma quantidade de trabalhadores demitidos. Argumenta que os produtores que derrubaram suas roças (de onde a madeira é retirada) começam a queima-las no final de fevereiro ou início de março.
"Eles não podem esperar muito tempo porque se não as chuvas chegam e eles não terão aprontado suas áreas para cultivo. Creio que neste verão não teremos tempo nem mesmo de estocar a madeira para trabalharmos no inverno", lamentou o tesoureiro do Sindmadeiras.

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