Página 20- Rio Branco-AC
Autor: Romerito Aquino
14 de Mai de 2002
Não é de hoje que os biopiratas, disfarçados de religiosos, cientistas e professores, "atacam" as aldeias dos índios da Amazônia para roubar-lhes o conhecimento tradicional de suas plantas medicinais.
Cansados de serem explorados, lideranças de povos e entidades indígenas se reuniram nos últimos quatro dias no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), com sede em Brasília, para aprenderem a proteger sua biodiversidade.
Segundo as lideranças indígenas, a reunião foi o início de um processo de discussões para encontrar a melhor maneira de preservar, da biopirataria, os conhecimentos tradicionais de plantas medicinais que as suas reservas abrigam.
"Viemos adquirir armas para nos defender, aprender a usar os instrumentos dos brancos", disse o líder indígena Marcos Terena. A iniciativa pretende dar a líderes e advogados indígenas informações que servirão para definir a atuação mais adequada de combater o que chamam de "saque" de recursos.
O grupo estuda se patentear as plantas é de fato a melhor solução. O custo é alto, e a burocracia exige farta documentação científica, o que tornaria necessário o apoio de instituições de pesquisa. Há também a dúvida quanto à validade do registro. "A legislação não reconhece conhecimento coletivo, pois os registros de patentes têm sentido individual", disse Joenia Batista, advogada indígena.
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