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Índios reconhecem qualidade do trabalho quanto à saúde

Dourados News-Dourados-MS
07 de nov de 2005

"Elas tocavam um sino toda vez que iam comer. E quem tivesse dentro da casa delas tinha que sair. A gente achou aquilo engraçado e, no dia em que uma delas veio na nossa casa, nós batemos em uma enxada como se fosse o nosso sino para mandar o branco embora. Desde aquele dia, nunca mais elas fizeram aquilo".

A história é contada em tom de piada pelo cacique Xywaeri José Pio, que era ainda uma criança quando conheceu as primeiras irmãzinhas e reconhece a importância do trabalho realizado por elas. "Não tínhamos atendimento à saúde, só as irmãzinhas. Muita gente aqui só está viva por causa delas".

É o caso de Roberto Xaokatoiu, de 45 anos, que diz ter sido uma criança muito doente. "Elas tratavam de mim, davam injeção, remédio passavam a noite inteira do meu lado para ver seu eu tinha febre", enumera o índio.

Hoje o atendimento à saúde fica a cargo da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Mas, na opinião de Roberto, os índios nunca esquecerão os tempos em que puderam contar com a ajuda das missionárias. "Quando uma das irmãzinhas morreu, eu senti muito a falta dela. Hoje eu penso muito que, se um dia elas forem embora, ninguém vai gostar, pois aqui elas são Tapirapés. Sem elas, a aldeia ficará sem graça", reconhece Roberto.

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