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Índios reclamam da Saúde

Diário Catarinense-Florianópolis-SC
Autor: ÂNGELA BASTOS
31 de Jul de 2003

Indígenas reivindicam política de assistência e direito de fiscalizar ações

O preconceito em algumas prefeituras está impedindo que índios tenham atendimento de saúde. A denúncia foi feita ontem, em Florianópolis, na reunião de conselheiros de saúde indígena de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo.

O encontro discutiu a assistência para 32 mil pessoas de aldeias Kaingang, Xokleng, Guarani, Krenak e Terena. A promoção é do Distrito Sanitário Especial Indígena Interior Sul, da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), ligada ao Ministério da Saúde e que assumiu a responsabilidade de estruturar o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena, articulado ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Os índios ficam no meio de um jogo de empurra-empurra. "As secretarias da Saúde dizem que a responsabilidade é da Funasa. Enquanto isso o índio continua doente", disse Orides Cavalheiro, representante de aldeias em Seara, Saudades e Chapecó, no Oeste. Edu Priprá representa os cerca de 2.063 Xokleng e Guarani de Ibirama, Vale do Itajaí. "O atendimento nas aldeias está melhor, mas devemos ter uma política de saúde enquanto educação que inclua os jovens", sugeriu.

Existem aldeias que não têm postos

Valdemar Vicente representa os Kaingang de Iraí (RS). "Existem aldeias sem postos de saúde. Temos convênios da Funasa com prefeituras, por isso estamos exigindo prestação de contas e que as verbas sejam aplicadas nas próprias comunidades."

Everson Casagrande é coordenador da Funasa em Santa Catarina e gerencia o Distrito Sanitário Especial Indígena Interior Sul. "A capacitação dos conselheiros indígenas e o conhecimento de cada comunidade sobre sua realidade oferecerão condições para que as populações indígenas possam fiscalizar a execução das ações de saúde nas aldeias", disse.

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