Site da Funai
10 de Dez de 2003
Há quinze anos atrás ficou marcado o gesto de um jovem indígena, pintando o rosto de jenipapo no Plenário do Congresso Nacional, em protesto pelo encaminhamento das propostas sobre os povos indígenas, na Constituinte de 1988. A partir desse momento, houve uma mudança na posição de parlamentares, que passaram à assegurar garantias fundamentais para as populações indígenas através dos Artigos 231 e 232. Hoje, no Palácio do Planalto, Ailton Krenak recebeu o Prêmio Nacional de Direitos Humanos, como personalidade indígena, em reconhecimento por toda a sua atuação na luta em defesa dos Direitos Humanos Indígenas. Outra premiação para os índios, foi para federação das Organizações Indígenas do Rio Negro - FOIRN, que além de defender, realiza um trabalho de direito e cidadania com o Balcão da Cidadania Indígena.
" Recebi esse prêmio como um presente da vida, por desenvolver um trabalho cotidiano que já é uma dádiva, interagindo com as pessoas. Vejo como um reconhecimento à todos os povos indígenas" destacou Krenak , que recebeu a premiação em companhia da esposa e dois filhos menores. Para o presidente da FOIRN Orlando José de Oliveira o prêmio vem fortalecer e valorizar as atividades das organizações indígenas e o trabalho dos índios, que têm ações em parceria com o governo, como a parceria com o Ministério da Justiça, no Projeto de Cidadania na região do Alto Rio Negro(AM), expedindo documentação para os indígenas. Na solenidade, o Secretario Nacional de Direitos Humanos Nilmário Miranda fez a entrega ao presidente da República em exercício José Alencar , do Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos.
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