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Índios querem legalizar pedágio na Transamazônica

Diário de Cuiabá
21 de mai de 2007

Seis meses depois de terem bloqueado a BR-230 (Transamazônica) como forma de protesto para obterem mais verbas do Governo Federal, os habitantes da Terra Indígena Tenharim do Marmelo, no Sul do Amazonas, permanecem cobrando pedágios de motoristas que trafegam pelo quilômetro 145 da rodovia. O trânsito na estrada é livre, desde que o pedágio seja pago. A informação foi dada pelo administrador substituto da Fundação Nacional do Índio (Funai), em Rondônia, Osmam Brasil.

A Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) patrocina a elaboração de um estudo de impacto ambiental para requerer da Justiça Federal indenização pelos prejuízos causados à Terra Indígena Tenharim do Marmelo com a construção da Transamazônica. Segundo o coordenador Geral da Coiab, Jecinaldo Sateré-Maué, um levantamento feito por antropólogos, engenheiros florestais e advogados deve municiar outra ação na justiça, a que pretende oficializar a cobrança do pedágio na Transamazônica.

"Na impossibilidade de não-regularização do pedágio, que é nosso objetivo principal, queremos que haja um programa específico para as terras indígenas Tenharim. Essas terras sofreram vários impactos culturais e ambientais e a destruição de locais sagrados. Queremos a indenização dos atos que foram cometidos contra o povo Tenharim", diz Jecinaldo Sateré-Maué.

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