Jornal do Brasil-Rio de Janeiro-RJ
20 de Nov de 2002
Cinco senadores e 27 deputados escolhidos em eleições indígenas. É esta a principal proposta formulada no seminário Índios e Parlamento que os caciques querem transformar em lei. A representação indígena começaria a existir em 2006.
Em dois dias de encontro, os índios discutiram sua fraca representação nos poderes constituídos e resolveram criar o Parlamento Indígena para debater os problemas das regiões onde vivem e propor soluções.
Foi instalado o Fórum Permanente de Discussão de Política Indígena, onde será debatida a participação do índios no parlamento.
- Vamos discutir nossos problemas, mas também queremos chegar a um consenso sobre as contradições. Assim teremos um discurso homogêneo e fortaleceremos a nossa representação - diz Euclides Macuxi, líder da Coordenação de Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab).
Ele adiantou que os representantes também terão o papel de fiscalizar os trabalhos do governo e exigir verbas para a Funai.
Sobre a cota de representantes no Senado e na Câmara, as lideranças reconhecem que a proposta seminário dificilmente será aprovada no Congresso.
- Sabemos que é difícil, mas não desistiremos. Se não conseguirmos o número que queremos, vamos lutar para que alguma cota seja aprovada. Hoje o Congresso garante 34% das vagas para mulheres. Também temos direito - reclama Macuxi.
Segundo o IBGE, 720 mil índios vivem em cinco regiões do país. A comunidade elegeu 87 vereadores mas não tem representantes
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