Diário de Cuiabá-Cuiabá-MT
27 de Ago de 2003
A Secretaria de Estado de Educação pretende abrir mais vagas para os cursos de licenciatura específicos para a formação de professores indígenas.
Para isso, a Superintendência de Desenvolvimento e Formação anunciou a inclusão do Plano Orçamentário com 50 novas vagas para o curso, no PPA 2004-2007 (Plano Plurianual), e PTA (Plano de Trabalho Anual), de 2004. O anúncio foi feito pela superintendente de Desenvolvimento e Formação da Seduc, Mônica Agripina Botelho, durante a aula de encerramento da 5o etapa do 3o Grau Indígena, realizada no campus da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), em Barra do Bugres (170 km de Cuiabá), este mês.
A proposta de abertura de novas vagas foi encaminhada à Seduc pelo coordenador do Projeto do 3o Grau Indígena, Elias Januário. Segundo ele, há aproximadamente 236 índios à espera de novas vagas em Mato Grosso. "Vamos tentar atender a essa demanda, oferecendo 50 vagas por ano. Agora com a posse da nova secretária, a deputada Ana Carla Muniz, teremos um momento de sensibilização para o andamento do projeto, conforme as prioridades da Secretaria", disse Mônica Agripino Botelho.
O 3o Grau Indígena é uma realização do Governo do Estado de Mato Grosso, concretizada por meio de uma parceria entre a Seduc, Unemat e Fundação Nacional do Índio (Funai), com apoio da Prefeitura de Barra do Bugres, da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e do Ministério da Educação (MEC).
O projeto, que foi implantado em 2001, tem duração de cinco anos e contempla 200 índios de várias nações mato-grossenses e de outras localidades do país, nas áreas de Línguas, Artes e Literatura, Ciências Matemática e da Natureza, e Ciências Sociais. É o único curso do gênero no Brasil e visa proporcionar formação superior aos professores indígenas que já atuam nas escolas das aldeias no ensino fundamental e médio.
HOMENAGEM - A superintendente de Desenvolvimento e Formação da Seduc, Mônica Agripina Botelho, foi homenageada pelo índio-professor Lucas xavante, na aula de encerramento da 5ª etapa do 3o Grau Indígena, realizada este mês. O xavante deu à professora um colar confeccionado pelos índios e a intitulou "Guerreira".
"Foi uma homenagem que muito me honrou. Guerreira significa "Quem Luta" e nesse caso estamos lutando em prol de uma causa justa e muito nobre que é a indígena. Temos no 3o Grau Indígena 36 etnias e a formação destes professores também não deixa de ser prioridade para a Seduc", comentou a superintendente.
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