Rede Globo-Rio de Janeiro-RJ
09 de Jan de 2006
Os 120 índios que ocuparam, nesta segunda-feira, a sede da Fundação Nacional da Saúde (Funasa), em Vitória, ameaçam ficar no local por tempo indeterminado. Eles alegam que não recebem remédios e nem podem ser transportados aos hospitais durante o fim de semana. O movimento é formado por índios de nove aldeias de Aracruz. Na tentativa de conter o protesto, o chefe do Distrito Sanitário Indígena que atende Minas Gerais e o Espírito Santo vem ao estado nesta terça-feira.
Com os corpos pintados e ostentando lanças, os índios reivindicam medicamentos e melhoria no transporte de pacientes para hospitais. A técnica de enfermagem de um dos postos de saúde que atende as aldeias indígenas, Vilma Benedito, contou que os índios com problemas de pressão alta e diabetes estão sem remédios nos postos de saúde das aldeias.
- Foi suspensa a compra de medicamentos da Funasa e muitas pessoas estão passando mal - disse.
Vilma informou que somente os remédios da farmácia básica estão disponíveis.
O cacique Toninho Guarani explicou que os remédios controlados são prescritos pelos médicos e enviados à Funasa para a compra, mas que isto não acontece.
- A saúde indígena tem que ser atendida integralmente. As pessoas que precisam destes remédios acabam não conseguindo, porque as pessoas não estão autorizando estes remédios necessários - contou o cacique.
Toninho assinalou também que das 16h de sexta-feira a 12h de segunda, os índios não tem transporte nem para emergências. O coordenador da Funasa do Estado afirmou desconhecer algumas reivindicações dos índios, como a falta de remédios e a dificuldade de transporte de pacientes, mas reconheceu que uma das ambulâncias que presta serviços aos índios está quebrada há mais de um mês.
- No final de semana o que existe é um acordo com a prefeitura municipal para prestar serviços de transportes - explicou.
Enquanto o protesto continuar, os serviços na Funasa estarão suspensos. Durante a manhã, todos os trabalhos administrativos foram interrompidos.
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