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Índios pedem socorro contra o frio

Correio do Povo-Porto Alegre-RS
Autor: Sereno Azevedo
01 de jun de 2003

Os caingangues de Nonoai temem pelas crianças carentes sem agasalhos e com casas precárias

Pequenos caingangues esperam ajuda das prefeituras

O cacique caingangue da reserva de Nonoai, José Orestes do Nascimento, teme pela falta de cobertores e agasalhos para as 150 famílias indígenas carentes da aldeia enfrentarem o inverno. Outro problema é a precariedade das moradias. 'O medo é que as doenças atinjam as crianças', diz o cacique. Até o momento, a mudança de temperatura provocou sete casos de doenças. Conforme o cacique, a população da reserva é atendida por 10 enfermeiras.

José Orestes pretende cobrar do Conselho Estadual do Índio, em Porto Alegre, posição sobre um projeto para a construção de 150 moradias na reserva. 'Esperamos as casas há mais de três anos', afirma José Orestes, acrescentando que a única alternativa para amenizar o frio dos 300 pequenos índios é o fogo. O cacique ainda reclama de dificuldades para financiamentos da agricultura. 'Se tivéssemos acesso fácil a empréstimos poderíamos produzir mais, recuperar as casas e comprar agasalhos', argumenta.

Nos 34 mil hectares da reserva que também está em áreas dos municípios de Alpestre, Planalto, Gramado dos Loureiros e Rio dos Índios, vivem 640 famílias caingangues e 45 famílias de guaranis. A população é de 3 mil índios, sendo mil crianças. 'A esperança é que as prefeituras nos auxiliem com agasalhos', completou. Em compensação, existe caça abundante na reserva.

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