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Índios mantêm rodovia fechada

Estadão do Norte-Porto Velho-RO
10 de Mar de 2006

Indígenas instalaram barracas na pista da rodovia e impedem o tráfego de veículos

A partir de hoje, novas caravanas de índios de vários municípios rondonienses devem se juntar aos povos Cinta Larga, Surui, Apurinã, Kawaza e Mequens no protesto que culminou com o fechamento da Br 364, no trecho entre Cacoal e Pimenta Bueno. Eles reivindicam a presença dos ministros da justiça, saúde e do presidente da Funai. A interdição da Br iniciou na manhã da última terça-feira. Eles exigem a imediata exoneração do presidente da Funai, Mércio Pereira Gomes, do administrador regional, Orlando de Castro Silveira e dos servidores, Trajano Fonseca, Flávio Antonio Ribeiro e João Bosco, do coordenador regional da Funasa, Josáfa Marreiro, e da chefe do distrito de Vilhena, Alda Uchoa.
Se as reivindicações não forem atendidas o movimento poderá se estender por vários dias. Etnias de outros estados da região norte já se mobilizam para se unir ao protesto da comunidade indígena de Cacoal. A decisão de aumentar o movimento demonstra que os índios estão preparados para manter a manifestação por tempo indeterminado. A Polícia Rodoviária Federal desviou o trânsito da Br 364 para a RO 010, rodovia que liga Pimenta Bueno a cidade de Rolim de Moura, e 479, que liga Rolim a Br, o trajeto foi aumentado em 25 quilômetros. Porém, desde ontem, apenas carretas vazias e cargas de até 10 toneladas estão permitidas trafegar nas rodovias estaduais. A medida foi adotada pelos órgãos do governo do estado, como forma de minimizar os problemas causados pelo excesso de carga nas rodovias estaduais.
As lideranças do movimento já estudam a possibilidade de fechar os trechos que estão permitindo o desvio. Eles querem impedir cem por cento do trânsito na Br como forma de forças as autoridades a atenderem suas reivindicações.

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