A Crítica-Manaus-AM
12 de Mar de 2002
A Fundação Nacional do Índio (Funai) confirmou a permanência de pouco mais de cem indígenas da etnia macu em Vila Bittencourt (na região do Alto Solimões, a uma hora de vôo de Tabatinga). Eles fazem parte da tribo da Aldeia São José, que há quase um mês fugiu de lá por medo de represálias de guerrilheiros colombianos. Os indígenas, que moram na fronteira, receberam a "visita" de três guerrilheiros e foram ameaçados de morte se o fato fosse relatado ao Exército Brasileiro.
Os macus continuam acampados em um tapiri - um barracão coberto de palha e sem paredes - e em casas de parentes na vila. Eles vêm recebendo apoio da Funai e mais de 600 quilos de alimentos foram levados de avião para a comunidade, a fim de alimentar os índios. O restante dos alimentos - 420 quilos de arroz, farinha e charque - estavam no depósito do Exército em Tabatinga, aguardando uma carona em uma das aeronaves da Força Aérea Brasileira. A Funai não soube informar se os produtos já foram levados para os macus.
As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.