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Índios Kaingang ganham casas e espaço para vender artesanato na Praia do Cassino, em Rio Grande

Procuradorai Geral da República -Porto Alegre-RS
Autor: Juarez Tosi
15 de Dez de 2004

Índios Kaingang ganham casas e espaço para vender artesanato na Praia do Cassino, em Rio Grande
Os índios kaingang que todos os anos vendem seus artesanatos na praia do Cassino, em Rio Grande, a partir de agora terão mais comodidade para trabalhar. Num acordo celebrado entre o Ministério Público Federal e o Município de Rio Grande ficou estabelecido que os membros daquela comunidade indígena poderão utilizar, como já vinha acontecendo nos anos anteriores, o local por eles pleiteado, em frente a Igreja do Cassino para venda de seu artesanato.
Pelo acordo, a administração municipal comprometeu-se ainda a construir 10 casas de madeira de seis metros por quatro metros, sendo três já para a temporada 2004/2005, além de um "centro cultural indígena", em formato circular, com cinco metros de raio, por três de altura.
As obras foram iniciadas no último dia seis e deverão estar prontas na próxima terça-feira (dia 21), quando a comunidade indígena chegar em Rio Grande. As casas estão sendo construídas em área do Camping Municipal, onde foi reservado aos kaingang um espaço de 100 metros por 120 metros, contando com estrutura de banheiros e água potável.
De acordo com o procurador da República em Rio Grande, Enrico Rodrigues de Freitas, "essa conquista foi extremamente importante para a comunidade indígena, uma vez que ela garante o apoio do poder público à comunidade kaingang que se desloca todos os anos ao Balneário Cassino para venda de artesanato"
Em agosto deste ano, um jornalista do município foi condenado a pena definitiva de dois anos e quatro meses de prisão (transformada em prestação de serviços à comunidade) pela prática do crime de racismo contra a cultura indígena, bem como, condenado em Ação Civil Pública a indenizar a comunidade indígena por danos morais.

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