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Índios interditam via no centro de Dourados

Correio do estado-Campo Grande-MS
Autor: Antonio Viegas
24 de Jul de 2002

O grupo de índios que havia ocupado a sede da Funai em Dourados decidiu bloquear ontem à tarde a Rua Antonio Emílio de Figueiredo, em frente ao prédio do órgão. Eles esperam desde a última quarta-feira uma posição sobre a exoneração do atual chefe do núcleo, Jonas Rosa. O grupo, que conta com apoio de cinco dos sete capitães das reservas da região, quer a substituição imediata de Jonas, mas mesmo com sete dias de manifestação não houve nenhum pronunciamento por parte da Funai.
Ontem chegou a Dourados um representante do órgão em Brasília, Vilmar Guarani, encarregado de averiguar a situação para que a presidência possa tomar uma decisão. Ocorre que até 16h ele não havia mantido contato com os indígenas e, diante do que eles consideram um descaso da Funai, decidiram bloquear a rua para chamar a atenção das autoridades na tentativa de pelo menos serem recebidos pelos representantes maiores das comunidades indígenas.
Um dos líderes, Celso "Índio" Mamede, disse que todos já estavam cansados de se revezarem dia e noite na sede do núcleo esperando uma decisão da Funai. Segundo eles, os índios passaram uma semana no local, comendo apenas mandioca assada, para evitar que tanto Jonas Rosa como algum funcionário entrassem no prédio. Celso Índio justificou a atitude de não deixar ninguém entrar para que nada no setor administrativo seja modificado, se referindo a alguma possível irregularidade.
Ontem à tarde eles chegaram a pensar em arrombar a porta do prédio, mas nem todos foram a favor e então decidiram bloquear a rua. Eles pediam a presença de Vilmar Guarani no local para resolver definitivamente o problema. Eles não aceitam em hipótese alguma a permanência de Jonas Rosas e até já indicaram dois nomes, o de Esaú Mamede e Isaque de Souza. A Polícia Militar compareceu ao local apenas para controlar o trânsito, por se tratar de área central.
No final da tarde, os representantes da Funai estavam participando de uma reunião a portas fechadas no Ministério Público Federal (MPF) com o objetivo de resolver a questão. Os índios que querem a saída de Jonas Rosa estavam se recusando a participar do encontro. Até o fechamento da edição, a reunião não havia se encerrado

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