Site da Funai
Autor: (Simone Cavalcante)
04 de Fev de 2003
Com auditório lotado, o novo presidente da Funai, Eduardo Aguiar de Almeida, recebeu o cargo do antropólogo e servidor da Funai, Artur Nobre Mendes, há poucos minutos, em cerimônia que contou com a apresentação espontânea dos índios Fulni-ô, de Pernambuco. Em seu discurso de posse, o novo presidente, destacou que a política indigenista deve estar voltada para o social como já é prioridade do governo Lula. Aos servidores da casa, Almeida garantiu que lutará por uma Funai forte, com harmonia e união e disse que pretende resgatar o melhor da tradição indigenista, valorizando o trabalho de todos.
Na abertura de seu pronunciamento Almeida destacou a política do novo governo."Iniciamos hoje - é nosso sentimento, nossa humilde pretensão - um tempo inteiramente novo na relação do Estado Brasileiro com os povos indígenas deste país. Mudança, disse o nosso presidente Lula, é a palavra- chave. No caso da política indigenista, essa mudança precisa ser substancial. Pelo menos esse é o sentimento que se tem como predominante entre indígenas das mais de duas centenas de etnias presentes no Brasil, assim como entre indigenistas, estudiosos, especialistas, servidores públicos e mais interessados na questão indígena", disse Almeida que também reconheceu o trabalho digno, correto e honrado do antropólogo que deixa o cargo, bem como o de outros presidentes que a Funai já teve. Ao finalizar, disse ter sorte de estar entrando em uma situação melhor. "Temos agora um governo que tem um compromisso de longa data com os índios".
Mendes saudou a chegada do novo presidente e aproveitou o momento da transmissão de cargo para anunciar o êxito da ação indigenista na retirada dos mais de cinco mil garimpeiros, que invadiram e permaneciam no interior da Terra Indígena Parque do Aripuanã na atividade ilegal de garimpo de diamantes. O antropólogo que deixa o cargo ressaltou ainda que nos seis meses que esteve à frente do órgão indigenista viu o esforço dos servidores e comunidades em prol dos povos indígenas e destacou também o Encontro da Mulheres e as portarias declaratórias reconhecendo terras indígenas que tramintavam há anos no Ministério da Justiça e que foram oficializadas.
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