Midianews-Cuiabá-MT
13 de Mai de 2003
Quarenta e seis índios das etnias Cayabi (Juara), Cinta-Larga e Bnawe-Nawe (Juína) e Arara (aripuanã) do Norte do Estado invadiram ontem no início da noite a sede da Funai - Fundação Nacional dos Índios, em Cuiabá. Eles mantém preso o administrador regional, Ariovaldo José dos Santos, que passou a noite no órgão.
Apenas a imprensa teve acesso ao interior da sede que não está funcionando nesta manhã. Dos índios, 13 são caciques e estão armados de arco e flecha com os rostos pintados para guerra.
Ariovaldo está sendo bem tratado e considera sua detenção no órgão como uma forma de pressão. Os índios reivindicam a reativação dos Núcleos de Assistência da Funai no Norte do Estado (Juína) e também em Rondônia (Vilhena). Segundo informou o administrador regional, por falta de recursos, os núcleos há cerca de duas semanas, foram desativados. Estes escritórios de extensão da Funai auxiliam os índios em questões como assistência à saúde, relacionamento com as prefeituras e outros atendimentos.
O presidente da Associação do Povo Indígena Rikbaktsa, Izidoro Reyumuitsa, disse que os índios exigem a presença do presidente nacional da Funai, Eduardo Aguiar Almeida - que estaria hoje em Boa Vista em Roraima. Ele já foi comunicado do problema e negocia a vinda a Cuiabá de um assessor direto. Mas os índios afirmam só negociar com o presidente.
"Não consideramos uma invasão (a Funai) já que não invadimos a casa da gente. É uma forma de protesto. Se não for assim, ninguém nos ouve", disse Izidoro que afirmou que os núcleos foram desativados e os índios não foram comunicados.
O administrador regional não soube precisar quanto em recursos são necessários para reativar os núcleos, mas concordou com a reivindicação dos índios. "Sem esses escritórios eles terão que vir sempre a Cuiabá, ou seja, viajar cerca de mil quilômetros".
Ele informou que o presidente da Funai só poderá via a Mato Grosso na Sexta-feira.
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