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Índios fazem pedidos diferenciados à ministra

Brasil Norte-Boa Vista-RR
Autor: IVO GALLINDO
18 de Mar de 2003

Reunidos no CIR, os indígenas ligados a Organização Não Governamental voltaram a pressionar o Governo Federal sobre demarcações

Marina Silva ouviu os indígenas e prometeu repassar reivindicações ao presidente Lula

A ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, se reuniu no final da tarde, depois de conceder entrevista coletiva, com cerca de 60 índios na sede do Conselho Indígena de Roraima (CIR), onde ouviu reivindicações diversas, inclusive um tratamento diferenciado pelas ações emergenciais de combate aos incêndios no Estado.
Apesar de não assegurar atendimento especial, Marina da Silva antecipou que as lideranças indígenas poderão participar das discussões e apresentar propostas, sendo atendidos conforme prevê a legislação brasileira. "Iremos estudar a possibilidade de se empregar programas alternativos nas comunidades", afirmou a ministra.

Segundo ela, os índios podem dar exemplos na execução de programas de produção agrícola com preservação ambiental, sem utilizar as queimadas. "São ações fundamentadas em trabalhos educativos e em investimentos adequados, capazes de modificar o atual panorama ao longo dos anos, pois não se consegue do dia para noite".
Durante o encontro, Marina da Silva repassou as medidas adotadas pelo Governo Federal para combater as queimadas, amenizar seus danos e evitá-las no futuro. No entanto, liderados pelo coordenador do CIR, Jacir José de Souza, os índios demonstraram mais interesse em outro assunto: demarcações de mais reservas em Roraima.

Carta
Marina Silva recebeu das mãos de Jacir de Souza um mapa da área Raposa/Serra do Sol e um documento intitulado 'Carta das Lideranças Indígenas', nos quais se consideram importantes à qualidade ambiental, principalmente na Amazônia, relatando o que consideram 'graves problemas' contra o meio ambiente.
A carta cita como exemplo o Linhão de Guri, a hidrelétrica de Cotingo e 6o Pelotão Especial de Fronteira em Uiramutã, ou seja, a presença de militares em área de fronteira. Também criticaram os produtores de arroz e o núcleo urbano do município de Pacaraima. A ministra limitou-se a dizer que levaria o documento ao presidente Lula

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