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Índios exigem segurança nas Aldeias

Dourados News-Dourados-MS
21 de Nov de 2005

Carlos Benites e líder da Aldeia Bororó, Ambrósio Ricarte, pedem por mais segurança aos índios
Drogas, bebidas alcoólicas, violência sexual e agressões aumentam a cada dia nas aldeias indígenas de Dourados. É o que denunciam alguns líderes indígenas.
O alto indíce acontece, principalmente, nos feriados e finais de semana quando ocorrem "festas noturnas" e o consumo de bebida alcoólica aliado ao evento é a principal
armadilha para a violência. As famílias indígenas exigem mais segurança nas festas deste final de ano.

De acordo com o líder da Aldeia Bororó, Ambrósio Ricarte, a violência está tomando conta da aldeia. "Houve uma reunião no dia 12, em que foi decidido que
a polícia e outros órgãos iriam ajudar a combater a violência. Mas o uso de drogas e bebidas alcoólicas aumentaram e com isso a violência cresceu. Por isso, precisamos
com urgência que a segurança dentro da aldeia começe à partir de hoje", disse.

"Necessitamos que a polícia faça um arrastão dentro da Aldeia. Existem índios que andam armados e quando bebem cachaça machucam muito as mulheres. Esses homens
devem ser presos por no mínimo 30 dias. Não são mais crianças e devem responder por suas irresponsabilidades. Não creio que eles vão melhorar quando sair da prisão,
mas irão ter medo de fazer algo de errado novamente. Com mais segurança dentro da aldeia iremos viver melhor", frisou o líder Ricarte.

Ele ainda diz, que se a polícia começar desde agora a fazer um 'arrastão', as famílias irão dormir descansadas. "Hoje não conseguimos dormir direito. Como
acontece festinhas todos os dias, ficamos preocupados com filhos, netos, parentes e amigos. Não sabemos se eles irão retornar para casa vivos. A Aldeia Bororó anda
com medo e horrorizada com tanta violência", enfatizou Ambrósio.

"Na verdade esperamos ser atendidos. Precisamos de segurança para viver em paz. Pedimos isso por nossas famílias. Com as autoridades dentro da Aldeia, ninguém
terá medo de ir na casa de um vizinho ou algo parecido. Com isso, também esperamos que as bebidas e as drogas diminuam. Vivemos na esperança de dias melhores", salientou
o indígena Carlos Benites.

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